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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da CS Mobi ganhou novos contornos nesta segunda-feira (7), com o depoimento do ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), que saiu em defesa do contrato firmado com a empresa responsável pela operação do estacionamento rotativo na capital. Emanuel classificou o acordo como um avanço para a cidade, destacando que a parceria com a iniciativa privada deverá impulsionar a geração de empregos e revitalizar o Centro Histórico da capital mato-grossense.
O contrato em questão prevê uma concessão de 30 anos à CS Mobi, mas vem sendo alvo de críticas e apuração da CPI instalada pela Câmara Municipal de Cuiabá. De acordo com o vereador Dilemário Alencar (Podemos), além da receita obtida com os motoristas, a empresa passou a receber um repasse mensal da Prefeitura no valor inicial de R$ 650 mil, que, segundo ele, pode chegar a R$ 1,9 milhão por mês. Com base em projeções feitas pelo parlamentar, o valor total do contrato pode ultrapassar R$ 1 bilhão ao longo do período de vigência, considerando os reajustes e atualizações previstas.
Durante o depoimento, o ex-prefeito se referiu a si próprio como o “pai” do projeto e declarou entusiasmo com os impactos esperados após a conclusão do novo Mercado Municipal Miguel Sutil, obra iniciada ainda em sua gestão.
A fala, no entanto, foi alvo de críticas do atual prefeito, Abilio Brunini (PL), que reagiu nesta terça-feira (8) chamando Emanuel de “pai ausente”. A declaração foi uma resposta direta à metáfora usada por Pinheiro. Abilio afirmou que o ex-prefeito não honrou compromissos financeiros com a obra, deixando dívidas referentes aos anos de 2023 e 2024, o que teria dificultado a continuidade da construção.
Em tom irônico, o atual gestor disparou: “Não pagava pensão, era pai ausente. Que tipo de pai é esse? Tem que chamar a polícia para o pai que não paga pensão”, elevando ainda mais o tom da disputa política em torno da obra.
A polêmica envolve não apenas a gestão de contratos milionários com a iniciativa privada, mas também a paternidade simbólica de um dos principais projetos urbanos da capital, que deve ser entregue ainda neste ano. Enquanto isso, a CPI segue ouvindo depoimentos e levantando informações sobre possíveis irregularidades na concessão do estacionamento rotativo.
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