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Ação integrada prende 14 envolvidos em assalto a banco em Brasnorte, incluindo dois PMs

Ação integrada prende 14 envolvidos em assalto a banco em Brasnorte, incluindo dois PMs

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Uma força-tarefa das forças de segurança de Mato Grosso prendeu 14 suspeitos de envolvimento no roubo à agência bancária de Brasnorte, ocorrido na última quinta-feira (31). Entre os presos, estão dois policiais militares, apontados por facilitar a fuga da quadrilha.

A operação, batizada de Força Total, teve participação de mais de 100 agentes das polícias Civil e Militar, com reforço do Ciopaer e de equipes especializadas. O resultado foi apresentado em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (4) pelo secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri.

“Em menos de 48 horas conseguimos prender a maioria dos envolvidos, graças à ação coordenada das forças de segurança. Essa resposta rápida é um recado direto à criminalidade”, afirmou o secretário.

Segundo o coronel José Nildo de Oliveira, subchefe do Estado-Maior Geral da PM, quatro assaltantes foram presos em flagrante, além dos dois PMs detidos, cuja prisão preventiva já foi decretada pela Justiça.

🚔 Dinâmica do crime

O assalto aconteceu por volta das 14h da quinta-feira (31), quando quatro homens armados invadiram uma agência bancária e fugiram levando dois reféns em uma Hilux prata roubada. As vítimas foram libertadas cerca de 10 km depois, sentido Juína.

O veículo usado na fuga foi encontrado abandonado na mesma noite, em uma estrada vicinal da região conhecida como Cabeça de Porco, graças ao trabalho aéreo do Ciopaer de Sorriso.

🔍 Prisões e avanços na investigação

No sábado (2), a Polícia Civil prendeu seis suspeitos: quatro em Vilhena (RO) e dois em Brasnorte, incluindo participantes diretos do roubo e cúmplices. A esposa de um dos envolvidos colaborou com informações cruciais que permitiram novas prisões realizadas pela PM.

No domingo (3), o Bope localizou e prendeu um homem conhecido como “Agiota”, suspeito de esconder armas e parte do dinheiro roubado. Na sequência, foi encontrado um Ford KA incendiado, supostamente utilizado no roubo da Hilux.

Além das prisões, foram apreendidos três veículos, armas de fogo e uma quantia em dinheiro – o valor não foi divulgado para preservar o andamento da investigação.

👮‍♂️ PMs investigados e tolerância zero

Os dois policiais militares lotados em Brasnorte estão sendo investigados por colaborar com a fuga dos criminosos. Ambos foram presos em flagrante, e a Corregedoria da PM instaurou processo administrativo.

“A instituição não compactua com nenhuma conduta criminosa, dentro ou fora da corporação. A tolerância é zero”, reforçou o comando da Polícia Militar.

🛡️ Mobilização total

A operação contou com o apoio da Força Tática de Juína, Sinop, Alta Floresta, Tangará da Serra, Bope, Ciopaer, além de policiais da Core, GCCO e delegacias da Regional de Tangará.

O delegado Gustavo Belão, da GCCO, destacou que o crime não se enquadra como “Novo Cangaço”, por não apresentar o nível de violência, organização e armamento característicos dessa modalidade.

“Foi um roubo com grave ameaça, mas não atingiu o nível técnico do Novo Cangaço. Mesmo assim, exigiu resposta rápida e firme das nossas forças de segurança”, explicou.

As buscas continuam para localizar o armamento restante e recuperar o valor roubado, enquanto as investigações seguem sob coordenação da Polícia Civil, com apoio da Politec, que realiza perícias nos veículos e locais envolvidos.

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