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Um psicólogo de 27 anos, identificado pelas iniciais Y. B. da C. M., foi preso em flagrante na noite de domingo (3), acusado de importunação sexual contra uma mulher de 25 anos dentro do supermercado Comper, no bairro Jardim Petrópolis, em Cuiabá. O profissional atende em uma clínica particular da capital e é cadastrado no Conselho Regional de Psicologia (CRP-MT) desde 2022.
O crime foi descoberto por uma cliente, que flagrou o momento em que o homem posicionava um aparelho sob o vestido da vítima para gravar imagens íntimas. A testemunha alertou a jovem, que imediatamente contou o ocorrido ao marido.
Confrontado, o psicólogo inicialmente negou, mas depois confessou a prática e mostrou os vídeos armazenados em seu celular. Ele ainda tentou apagar os arquivos antes da chegada da polícia, porém os vídeos permaneceram na lixeira do aparelho.
Populares detiveram o acusado no estacionamento, impedindo sua fuga até a chegada da Polícia Militar. Preso em flagrante, ele foi encaminhado à delegacia e passou a noite preso, mas acabou solto na manhã de segunda-feira (4) após audiência de custódia.
Decisão judicial
Na decisão que concedeu a liberdade provisória, o juiz reconheceu a gravidade do ato, mas entendeu que não havia elementos suficientes para manter a prisão preventiva. O magistrado afirmou que, embora existam provas do crime, a conduta não representaria, neste momento, risco concreto à ordem pública ou à instrução do processo.
“Não se ignora o fato delituoso, mas, neste primeiro momento, não verifico que a conduta do acusado possua gravidade concreta necessária a justificar a sua segregação cautelar”, destacou o juiz no despacho.
O caso segue sob investigação e o acusado poderá responder judicialmente pelo crime de importunação sexual, previsto no artigo 215-A do Código Penal, com pena de 1 a 5 anos de prisão, se condenado.
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