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Nesta quinta-feira (19), a Polícia Civil divulgou novos desdobramentos da Operação Rede de Mentiras, que desmantelou um esquema de pirâmide financeira responsável por enganar mais de mil pessoas e causar prejuízos que ultrapassam R$ 21 milhões. A ação foi deflagrada no último dia 12 de setembro pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon).
Inicialmente, haviam sido identificadas 27 vítimas com perdas de R$ 1,3 milhão. Porém, após a divulgação do caso, centenas de pessoas se apresentaram à polícia, inclusive de outros países, como Estados Unidos e Japão. Só em Minas Gerais, foram confirmadas 1.054 vítimas, com prejuízo total de R$ 21.107.970,39.
Segundo o delegado Rogério Ferreira, a inclusão dessas novas vítimas vai reforçar as investigações e possibilitar o indiciamento de outros envolvidos. “Essas pessoas serão ouvidas, os documentos e provas apresentados anexados ao inquérito, o que permitirá uma visão mais ampla dos fatos e a adoção de novas medidas judiciais”, destacou.
O golpe
As investigações apontaram que o esquema era liderado por J. R. V. B., de 42 anos, que, junto de comparsas, usava empresas como Metaverso Soluções Digitais Ltda., Multiverso Digital Ltda. e Bispo Investments Ltda. para atrair investidores. As promessas incluíam lucros mensais de até 7% e garantias falsas de segurança.
O grupo utilizava redes sociais e transmissões no YouTube, por meio do canal “Treta Trader”, para recrutar vítimas. Além da promessa de alta rentabilidade, estimulava a captação de novos participantes, prática típica de pirâmides financeiras.
Diversos relatos mostram aportes que variaram de milhares a centenas de milhares de reais, envolvendo até famílias inteiras. O delegado também revelou que o principal investigado intimidava investidores insatisfeitos, afirmando estar armado e disposto a usar a arma, cujo registro já foi suspenso pela Justiça.
Orientação às vítimas
A Polícia Civil orienta os lesados a registrarem ocorrência em qualquer delegacia, pela Delegacia Digital (https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/) ou diretamente na Decon, em Cuiabá. Também é possível enviar informações para o e-mail [email protected], com dados como: valores investidos, datas, nomes dos envolvidos, forma de pagamento, eventuais retornos recebidos e indicação de outras vítimas.
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