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Nesta sexta-feira (19), o Hospital Regional de Colíder, sob gestão da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), passou a contar com um Ambulatório de Hansenologia, voltado ao suporte das equipes básicas de saúde dos municípios e ao aprimoramento do atendimento a pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, destacou que a iniciativa é estratégica no enfrentamento da hanseníase. “O diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a prevenção de sequelas são fundamentais. A hanseníase tem cura, desde que tratada de forma completa”, frisou.
Segundo a diretora do hospital, Grazielle Guimarães, a região Norte é considerada área endêmica para a doença. O novo ambulatório já auxilia prefeituras em situações de diagnóstico complexo, reações hansênicas de difícil controle, intolerância medicamentosa, casos suspeitos de recidiva e até investigações de resistência antimicrobiana. “Quem teve contato com pacientes não tratados deve fazer exame, pois a hanseníase é contagiosa e, se não for combatida, pode causar incapacidades físicas e deformidades”, alertou.
O médico responsável pelo serviço, José Luiz de Oliveira, reforçou os sinais da doença: manchas na pele (brancas, amareladas, acastanhadas ou avermelhadas) com perda de sensibilidade, além de sintomas neurológicos como formigamento, câimbras, fraqueza nas mãos e pés e quedas frequentes de objetos. “Esses sintomas podem anteceder as manchas e dificultar o diagnóstico”, explicou.
O ambulatório funciona às terças e quintas-feiras, atendendo até seis pacientes por dia, encaminhados via regulação do Escritório Regional de Saúde (ERS) de Colíder. A equipe conta com um médico, uma enfermeira e duas técnicas de enfermagem.
Avanço da doença em Mato Grosso
Dados da SES revelam que o estado já registrou mais de 23 mil novos casos de hanseníase entre 2019 e 2025. Só no ano passado foram 4.671 casos, e em 2025 já são 2.273 notificações até setembro.
Para a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, o cenário exige atenção constante. “O diagnóstico precoce, a vigilância de contatos e o tratamento imediato são fundamentais para interromper a transmissão e evitar incapacidades físicas”, reforçou.
Além de unidades municipais, os casos mais graves são encaminhados aos Ambulatórios de Atenção Especializada Regionalizados (AAER) ou ao Centro de Referência em Média e Alta Complexidade (Cermac), em Cuiabá. O estado conta atualmente com AAER em Alta Floresta, Barra do Garças, Juara, Juína, Tangará da Serra e Várzea Grande, ampliando a rede de combate à doença.
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