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Nesta quinta-feira (25.9), o réu Almir Monteiro dos Reis foi condenado a 37 anos de prisão — sendo 36 anos de reclusão e 1 ano de detenção, além do pagamento de 20 dias-multa. A decisão determina que o cumprimento da pena comece em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade.
Ele foi considerado culpado pelos crimes de homicídio qualificado (feminicídio), estupro de vulnerável e fraude processual, cometidos contra a advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni, na madrugada de 13 de agosto de 2023, dentro da residência do réu, em Cuiabá. Almir foi absolvido da acusação de ocultação de cadáver.
A sentença foi proferida pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, após um julgamento que durou 10 horas e 30 minutos. Quatro testemunhas foram ouvidas, incluindo o delegado responsável pelas investigações e uma perita criminal. O réu também prestou depoimento em plenário.
Na acusação atuaram o promotor de justiça Rodrigo Ribeiro Domingues e a assistente de acusação, advogada Gabrielly Meira Coutinho. A defesa ficou a cargo dos defensores públicos Fábio Barbosa e Marcus Vinicius Esbalqueiro.
O processo correu em segredo de justiça, e, a pedido da assistência de acusação que representa a família da vítima, somente os profissionais diretamente ligados ao caso acompanharam o julgamento.
A família de Cristiane divulgou uma carta aberta, na qual afirma confiar no trabalho da Justiça e ressalta que a decisão representa um passo importante para encerrar um ciclo de dor. “Preservamos a memória de Cristiane como mulher, amiga, mãe, filha, irmã e profissional exemplar. Sua vida será sempre lembrada”, destacou o texto.
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