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Nesta quinta-feira (16), a Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), deflagrou a Operação Opaco, com o objetivo de desarticular núcleos operacionais de uma facção criminosa que atua em Várzea Grande.
A ação cumpre cinco ordens judiciais, sendo um mandado de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Juízo 4.0 de Garantias da Capital, após manifestação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). As medidas foram baseadas em investigações conduzidas pela Polícia Civil.
A operação tem origem em uma prisão realizada em 2022, quando a Denarc localizou maconha, cocaína, cadernos com anotações do tráfico, balança de precisão e diversas cestas básicas que seriam destinadas a familiares de faccionados presos. O homem detido na ocasião foi condenado por tráfico de drogas pela 3ª Vara Criminal de Várzea Grande.
Com o avanço das apurações, a Polícia descobriu que o condenado tinha papel de liderança dentro da facção, comandando cobranças com ameaças, mediações de conflitos, punições internas e a distribuição de benefícios entre os integrantes. Mesmo em liberdade condicional, ele continuava atuando na estrutura criminosa.
De acordo com o delegado Wilson Cibulskis Júnior, titular da Denarc, denúncias anônimas são essenciais para o fortalecimento das ações de combate ao tráfico e às facções. “Informações podem ser repassadas anonimamente pelos números 197 e 181, ajudando o trabalho policial em todo o estado”, reforçou.
O nome “Opaco” faz referência direta ao principal alvo da operação, cujo prenome simboliza brilho e destaque. A escolha representa a intenção da Polícia Civil de ofuscar sua influência e encerrar sua atuação criminosa.
A Operação Opaco integra a Operação Inter Partes, dentro do Programa Tolerância Zero do Governo de Mato Grosso, que busca enfrentar o crime organizado e reforçar a segurança pública em todo o estado.
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