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Mato Grosso supera meta e tem mais de 4 mil presos do regime fechado trabalhando

Mato Grosso supera meta e tem mais de 4 mil presos do regime fechado trabalhando

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Nesta segunda-feira (27), o Sistema Penitenciário de Mato Grosso atingiu um marco expressivo: 26,8% dos presos do regime fechado estão empregados em atividades internas e externas, superando a meta prevista apenas para o próximo ano, segundo o Plano Estadual de Trabalho e Renda no Sistema Penal.

Atualmente, o estado conta com 15.162 pessoas privadas de liberdade, distribuídas em 41 unidades prisionais, sendo 4.062 reeducandos já inseridos no mercado de trabalho. Desses, 2.200 atuam fora dos presídios, prestando serviços em empresas privadas e órgãos públicos — em áreas como construção civil, limpeza urbana, fabricação de colchões, artefatos de concreto e montagem de componentes eletrônicos.

Um exemplo de destaque é a nova unidade prisional de Barra do Garças, construída com mão de obra carcerária. A estrutura pré-moldada é produzida por 109 reeducandos na fábrica instalada ao lado da Penitenciária Central, em Cuiabá, e montada por outro grupo de presos em Barra do Garças.

Já nas atividades internas, 1.862 reeducandos trabalham em 36 tipos de oficinas, que incluem serralheria, marcenaria, confecção de uniformes, produção de móveis, hortaliças, fraldas, alimentos e artes plásticas. Todos recebem remuneração, exceto os que realizam limpeza e manutenção das unidades.

Segundo levantamento da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), o número de presos trabalhando cresceu 36,5% nos últimos cinco anos. Em 2020, havia 11.196 detentos; hoje, o sistema ultrapassa 15 mil.

O secretário Vitor Hugo Bruzulato destacou que a Sejus e a Fundação Nova Chance buscam ampliar parcerias com a iniciativa privada. “O trabalho é um instrumento essencial de transformação e reintegração social, por isso incentivamos todas as formas de ocupação e geração de renda para os reeducandos”, afirmou.

O Plano Estadual de Trabalho e Renda prevê o aumento de 10% ao ano no número de presos empregados entre 2024 e 2026, tomando como base os 3.221 trabalhadores prisionais de 2023. Com os números atuais, Mato Grosso já alcançou a meta projetada para 2026.

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