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Filha contesta laudo de acusado por feminicídio em Lucas do Rio Verde

Filha contesta laudo de acusado por feminicídio em Lucas do Rio Verde

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Um laudo psiquiátrico apresentado à Justiça atestou insanidade mental e considerou inimputável o engenheiro agrônomo Daniel Frasson, acusado de matar a facadas a terapeuta capilar Gleici Oliboni, de 42 anos, em junho deste ano, em Lucas do Rio Verde (MT). A família da vítima contesta o documento e pede que a perícia seja refeita.

O laudo, já homologado pela Justiça, concluiu que o investigado seria incapaz de compreender o caráter ilícito de seus atos, apontando dois possíveis diagnósticos: psicose não orgânica e transtorno afetivo bipolar em fase aguda. Em termos jurídicos, uma pessoa inimputável é aquela que, devido a transtorno mental ou desenvolvimento mental incompleto, não possui plena capacidade de entender seus atos no momento do crime.

A filha do casal, de 7 anos, também esfaqueada, sobreviveu após ficar 22 dias internada em um hospital de Cuiabá.

O advogado Rodrigo Pouso Miranda, que representa a família de Gleici, afirma que o laudo é “parcial e tendencioso” e solicitou uma nova perícia, desta vez realizada por um profissional indicado pela acusação. Segundo ele, os embargos de declaração aguardam análise e pedem esclarecimentos sobre:

  • A falta de um diagnóstico definitivo;
  • A ausência de comprovação de surto no momento do crime;
  • A necessidade de uma perícia colegiada, conforme o artigo 182 do Código de Processo Penal.

Nas redes sociais, a filha mais velha de Gleici também criticou o resultado e relatou que possui a guarda da irmã de 7 anos, que continua em acompanhamento psicológico, psiquiátrico, neurológico e cardiológico. Ela afirmou: “Não banalizo saúde mental, mas usá-la como saída para justificar um crime tão cruel é um insulto.”

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