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Programa social reforça diálogo e prevenção para reduzir crimes no trânsito em Cuiabá

Programa social reforça diálogo e prevenção para reduzir crimes no trânsito em Cuiabá

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Nesta sexta-feira (05.12), a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública (Semob.Segp), passou a integrar como parceira o Programa de Responsabilização sobre Trânsito, iniciativa coordenada pela Secretaria de Justiça do Estado de Mato Grosso. O projeto atende condutores que cometeram crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro, com foco especial nos casos de embriaguez ao volante, infração que pode resultar em detenção, multa e suspensão da CNH.

A primeira reunião ocorreu na segunda-feira (1), na Central Integrada de Alternativas Penais (CIAP), reunindo nove participantes em uma roda de conversa conduzida pela equipe de Educação para o Trânsito da Semob.Segp.

O programa terá duração de cinco semanas, com encontros semanais de duas horas, totalizando 10 horas de atividades educativas. A metodologia inclui temas como Lei Seca, comportamento de risco, empatia no trânsito e prevenção à reincidência, além de um pit stop educativo em área pública. A iniciativa é apoiada pelo Tribunal de Justiça, Ministério Público, Secretaria de Segurança Pública e Detran-MT.

A gerente de Alternativas Penais, Lucimar Poleto, destacou que a proposta é provocar reflexão e mudança de conduta entre quem cumpre penas alternativas. Segundo ela, a abordagem prioriza o respeito à dignidade e a responsabilização consciente.

O secretário de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato, reforçou que o enfoque educativo também contribui para a saúde pública, evitando danos maiores. “A intenção é impactar e promover a mudança de comportamento de forma a não haver reincidência”, afirmou.

O coordenador de Operações Integradas da Semob, Marcel Lopes, lembrou que o álcool está entre as principais causas de mortes no trânsito e que até pequenas quantidades podem comprometer a reação do condutor. Ele também chamou atenção para os casos de reincidência ligados à dependência alcoólica, apontando que muitos motoristas precisam de apoio e não apenas punição.

Os relatos apresentados pelos participantes demonstraram situações diversas, desde consumo considerado “mínimo” até acidentes graves, como a colisão registrada em uma conversão irregular que terminou na morte de um motorista alcoolizado.

A supervisora de Educação para o Trânsito, Luciana Melo, reforçou que infrações simples podem ser corrigidas, mas perdas irreversíveis exigem uma reflexão profunda. “Como consertar quando tiramos a vida de alguém? Precisamos pensar no que estamos fazendo com a nossa”, afirmou.

Para o supervisor Marcus Garé, o Programa se destaca por aproximar o poder público de cidadãos que erraram, mas estão dispostos a aprender. Ele ressaltou que o diálogo é parte fundamental do processo de transformação e reintegração.

Ao final, o grupo reforçou que iniciativas como essa ampliam a conscientização e ajudam a construir um trânsito mais seguro, humano e responsável.

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