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Nesta sexta-feira (5) a Escola Municipal de Música da Prefeitura de Cuiabá, ligada à Secretaria Municipal de Cultura, encantou familiares, professores e convidados com um Recital Anual repleto de emoção e histórias de superação. Cerca de 50 alunos — de iniciantes a mais experientes — mostraram, no palco do Colégio Estadual Militar Dom Pedro II, na Av. Mato Grosso, que a música integra, inspira e não tem limite de idade.
O evento marcou não apenas o encerramento do ano letivo, mas também o início dos planos para ampliar o projeto em 2026, demonstrando o impacto social gerado pela iniciativa.
O secretário municipal de Cultura, Johnny Everson, celebrou o trabalho da equipe e destacou o empenho dos professores. Em meio aos agradecimentos, reforçou que o projeto — idealizado no ano passado por Justino Astrevo — tornou-se um exemplo de transformação social.
Segundo ele, manter crianças e adolescentes envolvidos na música ajuda no desenvolvimento cognitivo e afasta jovens de situações de vulnerabilidade. “A música ocupa, inspira e forma cidadãos melhores”, afirmou.
A secretária-adjunta de Cultura, Vilmara Vidica, também ressaltou que o recital traduz o compromisso da gestão com a formação artística e com o fortalecimento da cultura na capital.
Professores relatam que o caminho até o recital é repleto de desafios — desde limitações financeiras até a locomoção dos alunos —, mas ver cada estudante no palco compensa todo o esforço. “É uma realização enorme. Muitos não acreditavam que chegariam aqui”, disse o professor Eduardo Santos.
Entre as histórias que mais emocionaram está a de Enzo Proença Regis de Campos Ormond, caminhoneiro que toca flauta doce há 11 anos. Ele concilia o trabalho pesado com a música e descreve o palco como “uma segunda casa”.
Outro momento marcante foi protagonizado por Odovaldo Forte Daltro Júnior, servidor público que retomou o saxofone após 20 anos para tocar ao lado dos filhos. “É a realização de um sonho antigo”, contou emocionado.
Há também alunos que encontraram na música uma forma de recomeçar, como Odilza Brasiliana da Costa Ferreira, de 69 anos, que iniciou aulas de violão por orientação médica após perder o marido.
“O violão me ajuda a viver”, disse ela, ainda com lágrimas nos olhos.
A Escola Municipal de Música funciona atualmente na Secretaria de Cultura, no Museu de Imagem e do Som (Misc) e no Complexo Passaredo. A meta para 2026 é expandir o atendimento para mais bairros e unidades educacionais, alcançando um número ainda maior de crianças, adolescentes e adultos.
Segundo o professor Fernando Reis, muitos estudantes não teriam condições de arcar com as aulas se não fosse o projeto gratuito da Prefeitura. Por isso, ampliar o alcance é um dos principais desejos da equipe.
“A Escola de Música é maravilhosa. Levar isso para toda a cidade é essencial”, reforçou.
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