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Nesta quinta-feira (12.12), a Polícia Civil instaurou uma investigação para apurar denúncias contra uma clínica de estética localizada no bairro Centro Norte, em Cuiabá, que fechou as portas na semana seguinte à Black Friday, logo após ofertar promoções agressivas e fechar pacotes com dezenas de clientes.
Até agora, cinco boletins de ocorrência já foram registrados por consumidores que se sentiram lesados. Diante das denúncias, a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) deu início às apurações.
Uma das clientes relatou ao delegado Rogério Ferreira que contratou um pacote de depilação a laser em setembro por R$ 1.996,44, com dezenas de sessões previstas — apenas cinco foram realizadas. Já na Black Friday, a empresa divulgou uma oferta de 10 sessões de depilação a laser no corpo inteiro por R$ 499, valor muito inferior ao preço anterior, de R$ 3.999. A consumidora fechou o segundo pacote no dia 27 de novembro, mas os contratos prometidos nunca foram entregues.
No atendimento presencial, funcionários disseram que a demanda estava tão alta que os contratos seriam gerados depois. O pagamento foi efetuado para outro CNPJ, e não para a sede da franquia. Dias após a compra, já na primeira semana de dezembro, a cliente soube através de um grupo de WhatsApp que a clínica havia fechado sem qualquer aviso. Nenhum consumidor recebeu os contratos prometidos por e-mail.
Segundo o delegado, até mesmo os funcionários foram surpreendidos: não receberam salários atrasados e não puderam retirar seus pertences, já que a empresa foi fechada abruptamente.
As investigações estão no início, e tanto clientes quanto funcionários serão ouvidos. No entanto, já há indícios de que, entre a segunda quinzena de novembro e o dia 28.11, a clínica divulgou anúncios que podem ter atraído dezenas de vítimas.
O delegado Rogério Ferreira orienta que todos os prejudicados registrem boletim de ocorrência ou procurem diretamente a Decon, localizada na rua General Otávio Neves, nº 69, bairro Duque de Caxias I, em Cuiabá. Ele reforça a importância de desconfiar de promoções muito abaixo do valor de mercado e sempre buscar referências da empresa antes da contratação, como avaliações no Google e sites de reclamações.
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