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Nesta segunda-feira (19), a Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso anunciou a ampliação do modelo cívico-militar, que passará a contar com 100 novas escolas em 2026, elevando para 205 unidades o total nesse formato em todo o Estado.
O anúncio foi feito pelo secretário de Estado de Educação, Alan Porto, durante a abertura da Semana Pedagógica 2026, realizada no Complexo Leila Maluf, em Cuiabá. O evento marca o alinhamento das ações educacionais antes do início do ano letivo, previsto para 2 de fevereiro.
Segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), a expansão segue critérios técnicos e considera a escuta da comunidade escolar. Entre os fatores analisados para a definição das escolas aptas estão vulnerabilidade social, índices de evasão escolar e condições de segurança no entorno, priorizando regiões com maiores desafios educacionais.
Alan Porto destacou que a adesão ao modelo ocorre de forma democrática, por meio de consultas públicas com pais, responsáveis legais e estudantes. “A decisão não é imposta. A comunidade escolar participa ativamente e escolhe, de maneira transparente, se deseja ou não aderir ao modelo”, afirmou.
Ainda conforme o secretário, novas consultas públicas estão previstas para fevereiro, quando cerca de 40 escolas devem passar pelo processo de avaliação junto à comunidade. A meta da Seduc é que, das 628 escolas estaduais, as unidades cívico-militares passem a atender mais de 120 mil alunos do ensino fundamental e médio, alcançando todas as regiões de Mato Grosso.
A política ganhou respaldo jurídico com a sanção da Lei nº 12.388/2024, que instituiu oficialmente o Programa Escolas Cívico-Militares no Estado. Com a nova legislação, o Governo de Mato Grosso reforçou a iniciativa como uma das estratégias para melhorar o ambiente escolar, elevar os indicadores de aprendizagem e combater a evasão.
Para o secretário, o modelo vai além da disciplina. “Não se resume a regras ou organização comportamental. É uma proposta pedagógica estruturada, que integra gestão, acompanhamento pedagógico e apoio ao trabalho do professor”, explicou.
Ele ressaltou ainda que os resultados positivos observados nas escolas que já adotaram o formato sustentam a expansão. “As escolas cívico-militares contribuem para reduzir a evasão, melhorar o clima escolar e criar condições para que professores e estudantes desenvolvam todo o seu potencial”, concluiu.
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