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Saúde Digital acelera atendimentos a pacientes no Hospital Central

Saúde Digital acelera atendimentos a pacientes no Hospital Central

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Na segunda-feira (19.1), o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso deu início aos atendimentos ambulatoriais presenciais após utilizar, na semana passada, o programa Saúde Digital Mato Grosso, da Secretaria de Estado de Saúde (SES), para antecipar a avaliação de pacientes do interior que aguardam cirurgia.

Entre os dias 12 e 16 de janeiro, a unidade realizou cerca de 60 teleinterconsultas com médicos especialistas. A modalidade funciona por meio de uma consulta virtual triangulada, na qual o paciente é atendido remotamente pelo especialista do Hospital Central, com o apoio de um profissional da Unidade Básica de Saúde (UBS) do município.

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, a iniciativa contou com a parceria das secretarias municipais, permitindo que o primeiro contato médico ocorra sem a necessidade de deslocamento imediato até Cuiabá. “Isso evita viagens desnecessárias e já acelera a solicitação de exames, quando preciso, para que a cirurgia seja marcada o mais rápido possível”, afirmou.

Com o uso do Saúde Digital, foram evitados 42.656 quilômetros em deslocamentos, o equivalente a uma volta completa ao redor da Terra. Além disso, aproximadamente 8 toneladas de CO₂ deixaram de ser emitidas, gerando uma economia estimada de R$ 39.409, considerando gastos com combustível, alimentação, diárias e manutenção de veículos.

Os atendimentos envolveram pacientes de 27 municípios, regulados pelo Sistema Estadual de Regulação (Sisreg), com foco em cirurgias pediátricas, ortopédicas pediátricas e urológicas.

De acordo com a gestora da Saúde Digital, Dra. Vânia Berti, o modelo tem se mostrado eficiente e resolutivo. “Essa primeira semana foi um sucesso. Os pacientes já chegam praticamente prontos para a cirurgia, o que agiliza muito todo o processo”, destacou.

Ela explicou ainda que, em alguns casos, os pacientes já apresentam exames durante a teleinterconsulta e precisam ir a Cuiabá apenas para o procedimento cirúrgico. “Atendemos uma Pessoa com Deficiência de Nova Bandeirantes que não precisará percorrer quase mil quilômetros apenas para a primeira consulta. A proposta é tornar esse modelo definitivo”, acrescentou.

A experiência também foi bem avaliada pelos usuários do SUS. Ericlecia da Conceição Santana, de 27 anos, levou a filha Alice Vitória, de 10 anos, para a interconsulta em Nova Maringá, na última terça-feira (13.1). “A viagem é muito cansativa e, dessa forma, ela não sofreu. Gostei muito do atendimento online”, relatou.

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