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Casos de dengue e chikungunya despencam em Cuiabá

Casos de dengue e chikungunya despencam em Cuiabá

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Nesta semana, a Prefeitura de Cuiabá divulgou boletins epidemiológicos que apontam queda expressiva nos casos de Dengue e Chikungunya em 2026, após um início de 2025 marcado por alta preocupante nas notificações. Os dados, apresentados pela Diretoria de Vigilância em Saúde, mostram contraste entre os dois períodos e indicam impacto das ações intensificadas de combate ao mosquito e da participação da população.

Nas cinco primeiras semanas de 2025, a capital enfrentou um cenário crítico. A Chikungunya registrou aumento superior a 6.500%, saltando de média semanal de cinco registros em 2024 para 305 casos, com 605 notificações apenas na quarta semana epidemiológica e quatro mortes confirmadas. A Dengue avançou 386%, com média semanal passando de 34 para cerca de 167 casos, além de um óbito sob investigação.

Até a quinta semana daquele ano, o acumulado apontava 836 notificações de Dengue (669 confirmadas) e 1.527 notificações de Chikungunya (1.471 confirmadas), sem registros de Zika. Na época, equipes vistoriaram mais de 90 mil imóveis, trataram cerca de 11 mil depósitos e eliminaram quase 2 mil focos do mosquito.

Já em 2026, o quadro é mais favorável. Conforme o 4º boletim epidemiológico, a média semanal de Dengue caiu de 198,5 para 22,5 casos, com 90 notificações e 49 confirmações até a quarta semana epidemiológica. A Chikungunya apresentou redução ainda mais acentuada, passando de média de 421,5 para 3,5 casos, somando 14 notificações e 12 confirmações. A Zika teve apenas uma notificação, sem confirmações.

Apesar da melhora, a vigilância segue em alerta. Há um óbito por Dengue sob investigação em 2026, e na quarta semana epidemiológica foram contabilizados 12 novos registros. As equipes de campo já vistoriaram mais de 72 mil imóveis, trataram 8.393 residências e eliminaram 3.025 depósitos com focos do mosquito.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a redução está ligada à intensificação das ações e orienta a população a eliminar água parada, manter a vacinação disponível para crianças de 10 a 14 anos e procurar atendimento médico diante de sintomas. A pasta destaca ainda que o ciclo do mosquito varia de sete a dez dias, tornando essencial a vistoria semanal dos ambientes.

Mesmo com a queda, o município ressalta que o enfrentamento às arboviroses permanece contínuo, especialmente no período chuvoso, e reforça que a cooperação entre poder público e comunidade é determinante para evitar novos surtos.

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