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Nesta semana, a situação clínica do empresário Andreson de Oliveira Gonçalves, de 45 anos, preso preventivamente há um ano e três meses sob suspeita de envolvimento em esquema de venda de decisões judiciais, voltou a gerar preocupação entre familiares. Segundo relatos da esposa, o estado físico teria apresentado agravamento significativo, com perda de mobilidade, sensibilidade e força muscular.
Andreson está custodiado na Penitenciária Federal de Brasília desde novembro de 2025, após ter permanecido cerca de quatro meses em prisão domiciliar por questões médicas. Naquele período, registros periciais indicavam quadro de debilidade acentuada, com perda expressiva de peso. De acordo com a advogada Mirian Ribeiro Rodrigues de Mello Gonçalves, o investigado passou a depender de cadeira de rodas e apresenta perda de sensibilidade nas pernas, situação que, segundo ela, representaria risco à vida.
Histórico clínico e necessidade de acompanhamento
O empresário é diabético e passou por cirurgia bariátrica em 2020, condição que exige acompanhamento nutricional e metabólico contínuo. Conforme familiares, a ausência de cuidados específicos poderia contribuir para desnutrição, perda muscular e complicações neurológicas.
Exames realizados em 2025 teriam identificado polineuropatia periférica sensitivo-motora, doença que afeta força e sensibilidade. Avaliações médicas também recomendaram fisioterapia motora regular, suporte nutricional especializado e monitoramento clínico permanente, medidas consideradas essenciais para evitar agravamento do quadro.
Contexto judicial
Investigado pela Polícia Federal, Andreson é apontado como suposto intermediador em negociações ilícitas envolvendo decisões judiciais em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Após período inicial em presídio federal e posterior domiciliar por motivos de saúde, retornou ao sistema prisional em novembro de 2025, quando autoridades apontaram continuidade de práticas ilícitas, incluindo suspeitas de lavagem de dinheiro. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Cristiano Zanin.
Posicionamento do sistema penitenciário
A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) informou que todas as pessoas sob custódia recebem assistência integral de saúde, conforme previsto na legislação, incluindo atendimento médico, psicológico e nutricional. O órgão ressaltou ainda que cumpre determinações judiciais relativas a dietas e tratamentos específicos quando prescritos, mas não divulga detalhes individuais por razões legais e de sigilo médico.
Debate em aberto
Enquanto o processo segue em análise, o agravamento do estado de saúde relatado pela família levanta questionamentos sobre os limites entre a manutenção da prisão preventiva e a garantia de cuidados médicos adequados. O tema permanece em discussão no âmbito jurídico, diante da necessidade de equilibrar o andamento das investigações com a preservação da integridade física do investigado.
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