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Na última terça-feira (3.2), as investigações da Operação CNPJ na Cela, deflagrada pelo Comitê Interestadual de Recuperação de Ativos (Cira-MT), apontaram que o grupo alvo da ação utilizava estratégias consideradas sofisticadas para dificultar o rastreamento policial e esconder evidências. O material recolhido durante mandados de busca reforça suspeitas de atuação estruturada em fraudes fiscais envolvendo supostas negociações de grãos.
Conduzido pela Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), o inquérito indica que o esquema operava com uso de cadastros e documentação aparentemente regulares para simular capacidade operacional inexistente, inclusive com indicação de contador como responsável técnico. As apurações também apontaram indícios de participação de integrantes ligados a facção criminosa.
Entre as práticas identificadas, estava o rodízio de linhas telefônicas e a segmentação da comunicação, para evitar rastreamento. Em uma residência ligada ao principal investigado, em Rondonópolis, policiais localizaram três celulares novos desligados e escondidos em pontos distintos do imóvel, só encontrados após busca detalhada.
Em outro endereço na cidade, agentes apreenderam cinco aparelhos celulares na casa de um segundo alvo, reforçando a suspeita de uso simultâneo de diversos dispositivos. Segundo o delegado responsável pelo caso, a posse de vários telefones é indicativa de estratégia comum entre organizações criminosas para dificultar investigações, especialmente quando os aparelhos são mantidos desligados ou ocultos.
O titular da Defaz destacou que os equipamentos passarão por perícia forense, etapa considerada essencial para identificar contatos, fluxos de comunicação e eventual hierarquia do grupo investigado, contribuindo para o avanço das apurações.
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