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Nesta quinta-feira (5), o Aquário Municipal Justino Malheiros completou 26 anos, consolidando-se como um dos espaços públicos mais populares da capital e referência em lazer educativo, turismo e conservação ambiental. Integrado ao Complexo Biocultural do Porto, o local reforça a proposta de aproximar visitantes da biodiversidade dos rios e biomas de Mato Grosso, com destaque para o acesso gratuito, política implementada pelo prefeito Abilio Brunini que ampliou o alcance cultural do equipamento.
Instalado na Orla do Porto, o aquário foi inaugurado em 5 de fevereiro de 2000 e, ao longo de mais de duas décadas, tornou-se símbolo turístico e afetivo de Cuiabá. Com mais de 1,2 mil metros quadrados, o espaço reúne cerca de 20 espécies de peixes, majoritariamente nativas da Amazônia, Pantanal e Cerrado, distribuídas em 22 tanques com capacidade aproximada de 360 mil litros de água. A previsão é que o acervo seja ampliado para 40 espécies ainda em 2026, com novos recintos e exemplares.
Estrutura integrada e foco educacional
À frente das ações de fortalecimento do espaço, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fernando Medeiros, destaca a nova fase do aquário, integrada às áreas de educação e cultura. Segundo ele, a união com o Museu do Rio resultou na formação de um equipamento público mais completo, voltado ao atendimento das demandas sociais e turísticas.
Criado oficialmente em outubro de 2025 e incorporado à Secretaria Municipal de Educação, o Complexo Biocultural do Porto passou a adotar uma abordagem ampliada, com atividades educativas, oficinas, eventos culturais e ações especiais durante as férias, priorizando organização e segurança para um público cada vez maior.
Visitação expressiva e ampliação prevista
O planejamento inclui investimentos técnicos para expansão do local. A administração contratou a mesma empresa responsável pela operação do Bioparque Pantanal, em Campo Grande (MS), considerado o maior aquário de água doce do mundo. Entre as ações previstas estão novos tanques e a chegada de espécies adicionais.
Dados oficiais apontam a relevância do espaço: 300.988 visitantes passaram pelo aquário no primeiro semestre de 2025, com média de 964 pessoas por dia durante as férias escolares. O público inclui moradores, turistas nacionais e estrangeiros, reforçando a posição do equipamento como ponto turístico mais visitado da cidade.
A gratuidade é considerada pela gestão uma política estruturante, ampliando o acesso ao conhecimento ambiental e incentivando o uso qualificado dos espaços públicos por diferentes faixas etárias.
Cuidado técnico e manejo especializado
Por trás da visitação, o trabalho técnico é permanente. O médico-veterinário responsável pelos peixes, Udson Rogério Garcia Junior, acompanha rotinas diárias de monitoramento, incluindo avaliação da saúde das espécies e controle dos sistemas de filtragem, circulação e aeração da água. Análises químicas regulares verificam pH, amônia, nitrito e outros parâmetros, assegurando condições adequadas.
O manejo tem apresentado resultados positivos: o índice de perdas é inferior a 5% em mais de um ano, majoritariamente por causas naturais, e houve períodos sem registros negativos. Atualmente, o aquário mantém 20 espécies, incluindo duas híbridas, todas adaptadas simultaneamente no fim de 2024.
Ao completar 26 anos, o Aquário Municipal reafirma sua função como espaço de educação, contato com a natureza e valorização da biodiversidade, mantendo-se alinhado às políticas públicas de turismo e ensino e projetando expansão sem perder sua identidade cultural.
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