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Braço direito de facção é preso no Rio de Janeiro com veículos de luxo

Braço direito de facção é preso no Rio de Janeiro com veículos de luxo

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Nesta quarta-feira (11), a Polícia Civil de Mato Grosso confirmou a prisão de A.A.S.N., apontado como braço direito do principal alvo da Operação Imperium, após ele ser localizado na cidade do Rio de Janeiro (RJ). A ação também resultou na apreensão de dois veículos — uma BMW associada ao grupo criminoso e uma caminhonete Chevrolet S-10 — supostamente adquiridos com recursos ilícitos.

Deflagrada na terça-feira (10), a operação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com o objetivo de atingir financeiramente um núcleo de facção criminosa atuante no sul de Mato Grosso. A captura ocorreu com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro, dentro de uma cooperação entre as instituições que já resultou em outras prisões.

O investigado, apontado como responsável por executar determinações do líder do grupo, identificado como G.R.S., conhecido como “Vovozona”, foi detido enquanto estava em uma conveniência na região da praia do Recreio. Com ele, foi apreendida a caminhonete utilizada durante sua permanência no estado fluminense.

Segundo as investigações, entre as funções atribuídas ao suspeito estava o repasse de valores entre integrantes e a liderança da facção, atuando como intermediário financeiro e responsável por prestação de contas do grupo. Ele também teria transportado veículos de alto valor para o Rio de Janeiro, destinados ao uso do líder.

Levantamentos policiais apontaram ainda que a BMW apreendida estava registrada em nome de uma empresa cuja sócia-proprietária é suspeita de operar financeiramente para a organização criminosa, e que já foi presa no Paraná em desdobramentos da operação. Consta também que o detido possui condenação por tráfico de drogas e mantém empresa registrada em Lucas do Rio Verde sem existência física comprovada.

De acordo com o delegado Marlon Luz, responsável pelas investigações, os indícios reunidos apontam para crimes como uso de documentação falsa e lavagem de dinheiro, estruturados para sustentar financeiramente a atuação criminosa.

Ele destacou que a prisão e o bloqueio de bens visam enfraquecer o grupo, evitando dissipação de patrimônio e atingindo diretamente o fluxo financeiro da organização.

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