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Servidor tem prisão preventiva decretada por homicídio qualificado em Sorriso

Servidor tem prisão preventiva decretada por homicídio qualificado em Sorriso

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A 1ª Vara Criminal de Sorriso decretou a prisão preventiva do servidor público comissionado municipal Rodrigo Nascimento Castro, denunciado por integrar organização criminosa e participar do homicídio qualificado de Euler Ramon Bastos dos Santos. A decisão atendeu pedido apresentado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso. O acusado foi preso na terça-feira (24).

Segundo a denúncia, Rodrigo e Lucas da Silva de Jesus — que já estava preso preventivamente — teriam atuado diretamente no crime, com o envolvimento de uma adolescente.

Conforme o promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, o homicídio foi previamente planejado, com divisão de tarefas e estratégias para dificultar a identificação dos envolvidos. Ele destacou que o caso ocorreu em contexto de disputa entre organizações criminosas, o que evidenciaria risco à ordem pública e possibilidade de reiteração delitiva.

O promotor também apontou que o denunciado teria tentado interferir na investigação ao indicar deliberadamente uma pessoa inocente como participante do crime. A falsa acusação levou à prisão temporária de uma mulher, posteriormente liberada após esclarecimentos da Polícia Civil.

Entenda o caso

De acordo com a denúncia, o crime ocorreu em dezembro de 2025. Rodrigo teria atuado como motorista do veículo utilizado na ação, transportando Lucas da Silva de Jesus — apontado como autor dos disparos — e a adolescente.

O Ministério Público afirma que os envolvidos seriam ligados à facção criminosa Comando Vermelho e que o homicídio foi motivado por disputa entre grupos rivais.

As investigações indicam que o veículo foi estacionado de forma estratégica para evitar registro por câmeras de segurança e facilitar a fuga. Lucas teria se aproximado da vítima sob o pretexto de pedir informações e, em seguida, efetuado disparos que resultaram na morte.

Ao analisar o pedido, o juízo concluiu que a liberdade do acusado representaria risco à ordem pública e à instrução criminal, determinando a prisão preventiva.

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