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Nesta quinta-feira (12), a Câmara Municipal de Cuiabá aprovou uma moção de repúdio contra a eleição da deputada federal Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A proposta foi apresentada pelo vereador Rafael Ranalli e recebeu 11 votos favoráveis durante sessão do Legislativo da capital.
No texto da moção, o parlamentar argumenta que a comissão exerce papel estratégico na formulação e acompanhamento de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres brasileiras, e defende que a condução do colegiado deveria estar alinhada, segundo ele, a uma atuação firme nessa pauta.
Entre os pontos citados na justificativa está o posicionamento da deputada em votação contrária ao aumento de pena para estupradores, fato que, conforme a argumentação do vereador, geraria questionamentos sobre a condução de uma comissão dedicada à defesa dos direitos das mulheres.
A moção também menciona uma manifestação feita pela parlamentar em plenário, quando utilizou a expressão “pessoas que gestam” ao se referir às mulheres. O texto aponta que o termo gerou debate e críticas em setores que entendem que a terminologia relativiza ou descaracteriza a identidade feminina nas discussões sobre políticas públicas.
A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil, também declarou apoio à moção. Ao justificar o voto favorável, ela afirmou que, em sua avaliação, a presidência da comissão deveria ser ocupada por uma “mulher biológica”.
Durante a sessão, a vereadora pediu apoio dos colegas parlamentares para a aprovação da proposta, destacando as experiências vividas pelas mulheres durante a gestação e o período pós-parto.
Com a aprovação, o documento será registrado oficialmente no Legislativo municipal e encaminhado à Câmara dos Deputados para conhecimento.
Votaram favoravelmente à moção os vereadores Rafael Ranalli, Paula Calil, Fellipe Corrêa, Michelly Alencar, Cezinha Nascimento, Dilemário Alencar, Sargento Joelson, Marcrean Santos, Dra. Mara e Marcus Brito Júnior.
A vereadora Baixinha Giraldelli votou contra a proposta, enquanto Kássio Coelho e Maria Avalone optaram pela abstenção.
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