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Nesta quarta-feira(11.3), a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) realizou a 1ª Mostra de Práticas Inovadoras e Inteligência Artificial do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Mato Grosso (Cievs). O evento ocorreu no prédio da Vigilância em Saúde do Estado, em Cuiabá, reunindo profissionais da área para discutir tecnologias aplicadas à saúde pública.
A capacitação contou com cerca de 40 participantes, entre representantes da Vigilância em Saúde, Atenção à Saúde, Vigilância Epidemiológica, Vigilância Ambiental, Saúde do Trabalhador e do Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso (Lacen-MT).
De acordo com o responsável técnico pelo Cievs, Menandes Alves de Souza Neto, a mostra representa um avanço estratégico para o enfrentamento de emergências em saúde pública no Estado, ao incentivar o debate sobre o uso de tecnologias avançadas e de Inteligência Artificial para modernizar a resposta a situações críticas.
Durante o encontro, foram apresentados três projetos em desenvolvimento, que utilizam tecnologia e análise de dados para ampliar a capacidade de monitoramento da saúde pública.
Entre as iniciativas está o Sinais (Vigilância Sindrômica Inteligente), sistema voltado para automatizar o processamento de prontuários médicos e identificar anomalias em tempo real, com projeto piloto implantado no município de Sorriso.
Outro destaque foi o Titan – Inteligência Artificial, ferramenta que integra dados climáticos e informações de saúde para antecipar respostas a possíveis emergências sanitárias.
Já o Sentinela Digital utiliza monitoramento de redes sociais e notícias online por meio de Inteligência Artificial para identificar sinais precoces de riscos à saúde da população.
A integração dessas tecnologias permite detectar riscos com mais rapidez e transformar dados em informações estratégicas, possibilitando a antecipação de cenários críticos e contribuindo para respostas mais eficientes do poder público.
Segundo Menandes Alves, o uso dessas ferramentas representa uma otimização histórica de recursos na gestão pública.
“Com o cruzamento de dados do Titan e do Sinais, os gestores conseguem agir de forma estratégica, sendo possível prever onde um surto de dengue ou síndrome respiratória ocorrerá e alocar medicamentos, leitos e equipes de forma cirúrgica, antes que ocorra a superlotação hospitalar”, explicou.
Para a população, a aplicação da tecnologia significa mais segurança e respostas mais rápidas por parte do Estado.
“O Sentinela Digital, por exemplo, ao identificar um aumento anormal de queixas de ‘febre e dor no corpo’ em um bairro específico, emite um alerta para a Secretaria. Isso permite que as equipes de saúde ajam na origem do problema, contendo a transmissão e evitando o agravamento de casos”, acrescentou.
Na sequência da programação, também foi realizada uma oficina para construção do Plano de Ação da Estratégia de Vigilância Sindrômica de Dados Assistenciais da Atenção Primária no Estado, com a participação de representantes do Ministério da Saúde e da Fiocruz Bahia (Fundação Oswaldo Cruz).
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