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Sogro contesta versão sobre acidente que matou nora e neta em Cuiabá

Sogro contesta versão sobre acidente que matou nora e neta em Cuiabá

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Na quinta-feira (12), Camila Reis da Silva, de 24 anos, morreu no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) após não resistir às complicações provocadas por graves ferimentos sofridos em um acidente de trânsito registrado no mês passado, nas proximidades do bairro Gamaliel, em Cuiabá. A tragédia também resultou na morte da filha da jovem, Lorena Valentina Reis da Silva, de apenas 3 anos.

De acordo com informações médicas, Camila sofreu fratura na bacia e lesões em diversos órgãos da região abdominal. A causa da morte foi registrada como choque séptico seguido de parada cardiorrespiratória, após cerca de um mês de internação na unidade hospitalar.

O acidente ocorreu por volta das 8h30 do dia 12 de fevereiro, em frente a uma igreja evangélica no bairro Gamaliel. Na ocasião, a motocicleta Triumph/Tiger Sport 660 conduzida por Camila colidiu com um caminhão Mercedes-Benz vermelho, que realizava uma manobra na via.

No momento da colisão, Camila estava na motocicleta acompanhada da filha e de um adolescente de 17 anos. Com a força do impacto, todos foram arremessados ao solo. Lorena não resistiu aos ferimentos e morreu após ser socorrida. As vítimas foram atendidas por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhadas ao Hospital Municipal de Cuiabá.

O adolescente sofreu fratura em três dedos e uma pequena dilaceração que precisou de cirurgia, mas recebeu alta cerca de uma semana após o acidente.

Família contesta versões divulgadas

Após a repercussão do caso, Vandeir, sogro de Camila e avô de Lorena, utilizou as redes sociais para contestar informações divulgadas por alguns veículos de comunicação e apresentar a versão da família sobre o acidente.

Em seu relato, ele afirmou que nenhum meio de comunicação teria procurado os familiares para ouvir a versão deles, o que, segundo ele, resultou em informações distorcidas sobre o caso.

Segundo Vandeir, o acidente ocorreu em um trecho com aclive que dificulta a visibilidade dos motoristas nos dois sentidos da via. Ele relatou que Camila trafegava em sua faixa quando o caminhão teria iniciado uma manobra de ultrapassagem em local proibido.

Depois de tantas notícias distorcidas, infelizmente nenhum meio de comunicação veio procurar os parentes para passar o relato verdadeiro sobre os fatos do acidente envolvendo minha nora Camila Reis da Silva e minha netinha Lorena Valentina”, escreveu.

No texto, ele afirma que a sinalização da pista possui faixa contínua, o que proibiria a ultrapassagem no local, e que o caminhão teria iniciado a manobra sem visibilidade do outro lado da via.

O caminhão vinha no sentido contrário e não tinha visão da pista. Por isso existe a faixa contínua que proíbe esse tipo de manobra. Ele assumiu o risco de alguém estar vindo do outro lado e não dar tempo de evitar o acidente”, relatou.

O sogro da jovem também contestou uma das informações divulgadas inicialmente sobre a morte da criança.

Minha netinha foi socorrida e veio a falecer no hospital HMC às 10h10, diferente do que alguns meios de comunicação disseram, afirmando que ela teria morrido no local”, afirmou.

Dor da família

No desabafo, Vandeir também destacou que Camila era atuante em ações do Agosto Lilás, campanha de conscientização contra a violência doméstica, além de participar do moto clube BR55, ao lado do companheiro Mateus Carvalho.

Segundo ele, a tragédia deixou a família devastada. “Meu filho perdeu sua filha amada e também sua companheira, amiga e esposa”, escreveu.

O familiar ainda pediu que os veículos de comunicação corrijam informações consideradas incorretas e afirmou que a família está à disposição para prestar esclarecimentos.

Pedimos que os meios de comunicação se retratem das notícias que não correspondem aos fatos. Esperamos que a Justiça faça a reconstituição do acidente para que a verdade seja esclarecida e que a justiça seja feita por Camila e Lorena”, concluiu.

As circunstâncias do acidente continuam sendo investigadas pelas autoridades, que devem apurar responsabilidades sobre a colisão.

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