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Alta de casos respiratórios lota unidades e Prefeitura reforça atendimento em Cuiabá

Alta de casos respiratórios lota unidades e Prefeitura reforça atendimento em Cuiabá

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Na madrugada desta terça-feira (31), a Prefeitura de Cuiabá intensificou as ações na rede pública de saúde diante do aumento de síndromes respiratórias. O prefeito Abilio Brunini visitou unidades estratégicas, como a UPA Leblon e o Centro Médico Infantil de Cuiabá, para acompanhar de perto a situação.

Segundo o gestor, todas as unidades de pronto atendimento estão lotadas, reflexo de um cenário de alta circulação viral. No Centro Médico Infantil, a principal preocupação é o aumento de casos de bronquiolite em crianças, uma das doenças mais recorrentes neste período.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que cerca de 35% dos atendimentos nas unidades de urgência e emergência são relacionados à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que inclui desde quadros leves de gripe até casos mais graves.

Dados da Vigilância Epidemiológica apontam um crescimento expressivo nos casos de Influenza A e B, com aumento de 824% em 2026 em comparação ao mesmo período do ano passado. Apenas entre moradores da capital, os registros passaram de 25 casos em 2025 para 231 confirmações neste ano, além de um óbito.

Para enfrentar a demanda, a rede municipal opera com equipes ampliadas, plantões reforçados e monitoramento constante, além do aumento no número de médicos nas UPAs, buscando garantir mais agilidade no atendimento.

No Centro Médico Infantil, aproximadamente 450 profissionais estão mobilizados, incluindo pediatras, enfermeiros e equipes multiprofissionais, diante do aumento de casos típicos do período chuvoso, como doenças respiratórias e gastroenterites.

A Prefeitura orienta que casos leves e consultas de rotina sejam direcionados às Unidades de Saúde da Família (USFs), que funcionam como porta de entrada do sistema público, evitando sobrecarga nas unidades de urgência.

A gestão também reforça a importância da vacinação contra a gripe, disponível de forma contínua nas unidades de saúde, especialmente para crianças, idosos, gestantes e grupos prioritários. A imunização é considerada fundamental para reduzir complicações e internações.

A recomendação é que a população procure atendimento imediato apenas em casos mais graves, como dificuldade respiratória, febre persistente ou agravamento dos sintomas, contribuindo para o melhor funcionamento da rede de saúde.

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