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Operação “Coroa Quebrada” cumpre 21 ordens judiciais em MT

Operação “Coroa Quebrada” cumpre 21 ordens judiciais em MT

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Nesta terça-feira (7.4), a Polícia Civil de Mato Grosso deu início à Operação Coroa Quebrada, com o objetivo de desarticular uma facção criminosa atuante em Cáceres e região, responsável por crimes como tráfico de drogas, homicídios qualificados, associação criminosa e disputas territoriais.

Ao todo, estão sendo cumpridas 21 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após parecer favorável do Ministério Público de Cáceres.

As ações ocorrem simultaneamente nos municípios de Cáceres, Cuiabá, Rondonópolis e Nova Mutum. Entre os alvos está uma mulher apontada como líder da organização, atualmente presa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, na Capital.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cáceres com apoio da Denarc de Cuiabá, revelaram uma estrutura criminosa altamente organizada, com divisão de funções e participação de, pelo menos, 28 integrantes.

Estrutura e atuação criminosa

Segundo apurado, o grupo possuía uma atuação estratégica, com integrantes desempenhando papéis específicos, como fornecimento de armas, execução de homicídios, logística de drogas e roubos de veículos para sustentar as atividades ilícitas.

A liderança feminina, mesmo encarcerada por homicídio qualificado, continuava exercendo forte influência sobre a facção. Ela determinava execuções, aplicava punições internas e coordenava o tráfico de drogas, mantendo comunicação constante com outros membros por meio de aplicativos de mensagens.

De acordo com o delegado Fabrício Alencar, responsável pelo caso, a organização apresentava alto grau de periculosidade e sofisticação, utilizando tecnologia para planejar e executar crimes.

Origem do nome da operação

O nome “Coroa Quebrada” faz alusão ao apelido da líder, conhecida como “Princesa”. A expressão simboliza a queda de sua influência dentro da organização criminosa, após a ofensiva policial.

Integração com operações estaduais e nacionais

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero, que intensifica o combate às facções criminosas em Mato Grosso.

Além disso, a operação também faz parte da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A iniciativa reúne autoridades de todo o país para fortalecer o enfrentamento ao crime organizado por meio de inteligência integrada.

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