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Nesta sexta-feira (17), a Prefeitura de Cuiabá informou que houve reforço no atendimento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) diante do crescimento expressivo na procura pelos serviços de saúde. O aumento é considerado característico desta época do ano, marcada pela intensificação da circulação de vírus respiratórios, mas já impacta diretamente a rede de urgência e emergência da capital.
Atualmente, 35% dos atendimentos nas UPAs estão relacionados à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), abrangendo desde quadros leves, como gripes, até situações mais severas. Na sequência, aparecem as gastroenterites, responsáveis por 12% da demanda.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, ressaltou que o cenário já era esperado e reforçou a necessidade de utilização correta dos serviços. Casos leves devem ser atendidos nas unidades básicas, garantindo maior rapidez para pacientes em estado mais grave.
Para suportar o aumento da procura, as UPAs do Verdão, Leblon, Morada do Ouro e Pascoal Ramos operam com equipes ampliadas, contando cada uma com cinco médicos clínicos gerais, dois pediatras, além de profissionais dedicados ao atendimento emergencial e visitas por plantão.
Segundo o secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonsa, o município segue os protocolos do Ministério da Saúde, porém com estrutura acima do mínimo recomendado, visando maior agilidade no atendimento.
Ele também explicou que o tempo de espera varia conforme a gravidade. Pacientes classificados com pulseira verde (não urgentes) aguardavam, em média, 1h40, podendo chegar a até quatro horas sem risco imediato, conforme os critérios estabelecidos.
Dados da Vigilância Epidemiológica, em conjunto com o CIEVS-Capital, apontam um aumento de 802,6% nos casos de Influenza A e B em 2026, totalizando 1.020 registros entre moradores. Apenas na Semana Epidemiológica 14, foram contabilizados 190 casos, uma queda de 36,7% em relação à semana anterior, sugerindo possível desaceleração momentânea.
No total, foram 1.350 notificações no ano, incluindo pacientes de outras cidades atendidos em Cuiabá, com cinco óbitos confirmados. A faixa etária mais afetada é de 0 a 6 anos (505 casos), seguida por pessoas entre 15 e 59 anos (415 registros).
A Secretaria destaca que grande parte dos dados vem da rede privada, o que pode limitar a representatividade geral, mas reforça que o cenário continua sendo sazonal e exige atenção.
A orientação é clara: casos leves devem procurar as Unidades de Saúde da Família (USFs), enquanto sintomas como falta de ar, febre persistente ou agravamento do quadro devem ser avaliados nas UPAs.
Entre as medidas preventivas recomendadas estão higienização frequente das mãos, uso de máscara em caso de sintomas gripais, evitar aglomerações e ambientes fechados, além de repouso e hidratação.
A Prefeitura reforça que, apesar da pressão no sistema, as unidades seguem estruturadas e com equipes reforçadas para atender a população durante este período de maior circulação viral.
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