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Boulos atribui “taxa das blusinhas” ao Congresso e é confrontado ao vivo

Boulos atribui “taxa das blusinhas” ao Congresso e é confrontado ao vivo

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Na sexta-feira (17), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, se envolveu em um debate ao vivo ao comentar a chamada “taxa das blusinhas” durante participação no programa Estúdio i, da GloboNews.

Durante a entrevista, conduzida pela jornalista Andréia Sadi, o ministro afirmou que a criação da taxação sobre compras internacionais não partiu do governo federal, atribuindo a iniciativa ao Congresso Nacional e à pressão de empresas do setor varejista.

Ao ser questionado sobre uma possível revogação da medida, Boulos destacou que a decisão depende do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas admitiu que o tema pode ser reavaliado dentro do governo.

A declaração, no entanto, gerou reação imediata. A jornalista Flávia Oliveira ressaltou que a lei foi sancionada pelo presidente, indicando que a responsabilidade pela medida não se limita ao Legislativo. Ela também lembrou que órgãos ligados ao governo defenderam a taxação no período de discussão.

Na sequência, Octavio Guedes reforçou que a proposta foi apresentada como forma de proteger empregos nacionais, argumento utilizado pelo governo na época.

Diante dos questionamentos, Boulos reiterou que o texto original enviado pelo Executivo não previa a cobrança, afirmando que a inclusão ocorreu durante a tramitação no Congresso. Ele ainda defendeu que a medida seja analisada com base em resultados práticos, como geração de empregos e impacto ao consumidor.

A taxação sobre compras internacionais de até 50 dólares foi sancionada em 2024 e segue sendo alvo de debates sobre seus efeitos na economia e no consumo digital.

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