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Nesta segunda-feira (27.4), a Prefeitura de Cuiabá divulgou boletim epidemiológico atualizado até março de 2026, apontando um cenário de alerta para o avanço da leishmaniose visceral canina na capital, além de reforçar medidas de prevenção e controle da raiva.
Entre as semanas epidemiológicas 1 e 11 deste ano, foram registrados 118 casos confirmados da doença em cães, o que representa um aumento de 78,3% na média semanal em comparação com o mesmo período de 2025 — passando de 6,0 para 10,7 casos por semana.
Os diagnósticos positivos por meio do exame confirmatório ELISA também cresceram 51,3%, reforçando a preocupação das autoridades com a disseminação da doença.
Em humanos, já foram notificados dois casos de leishmaniose visceral em 2026, sendo um confirmado em morador de Cuiabá e outro ainda sob investigação.
A Secretaria Municipal de Saúde alerta que a transmissão ocorre pela picada do mosquito-palha e destaca que a principal forma de prevenção é a manutenção de quintais limpos, evitando acúmulo de lixo e matéria orgânica, ambientes propícios à proliferação do vetor.
A Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) oferece testagem gratuita para cães, e os tutores devem ficar atentos a sintomas como lesões na pele, queda de pelos, emagrecimento e crescimento anormal das unhas.
No enfrentamento à raiva, foram aplicadas 828 doses da vacina antirrábica em cães e gatos até março. A orientação é que a vacinação seja feita anualmente, a partir dos três meses de idade.
O boletim aponta ainda que 436 pessoas receberam atendimento antirrábico nas unidades de saúde da capital, sendo 66 casos considerados graves, com necessidade de tratamento completo com soro e vacina.
A raiva é uma doença viral letal e sem cura, o que torna essencial a busca imediata por atendimento médico em casos de mordidas, arranhões ou contato com animais suspeitos.
Também foram realizadas 37 investigações em animais com suspeita de raiva, incluindo morcegos, cães, gatos e animais silvestres, sem registro em animais de produção.
A população pode buscar vacinação e orientações na UVZ, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, além do Hospital Veterinário da UFMT e do Hospital Veterinário da Unic, ambos com atendimento mediante agendamento.
As autoridades reforçam que é fundamental evitar contato com animais doentes ou mortos e acionar a UVZ nesses casos. Também destacam que maus-tratos e eliminação de animais são crimes, e que a informação aliada à prevenção é essencial para proteger a saúde pública.
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