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Campanha Maio Laranja mobiliza escolas estaduais no combate à violência sexual infantil

Campanha Maio Laranja mobiliza escolas estaduais no combate à violência sexual infantil

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Ao longo do mês de maio, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) realiza uma série de ações nas escolas da rede estadual dentro da campanha Maio Laranja, voltada à prevenção e ao enfrentamento do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes. A mobilização tem como marco o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

As atividades serão conduzidas por equipes de mediação escolar, com foco em informação, orientação e fortalecimento da rede de proteção dentro do ambiente educacional. A proposta é preparar a comunidade escolar para identificar sinais de violência, saber como agir diante de suspeitas e compreender os canais corretos de notificação.

Além do trabalho com estudantes, professores e gestores, a Seduc reforça a articulação com o Sistema de Garantia de Direitos, envolvendo instituições responsáveis pela proteção integral desse público. Nesse contexto, a escola atua como espaço de escuta, acolhimento e encaminhamento, sem substituir o papel dos órgãos competentes.

As ações seguem diretrizes de legislações nacionais que tratam da proteção de crianças e adolescentes, como a Lei nº 9.970/2000, que instituiu a data de 18 de maio, além de normas mais recentes que ampliam as medidas de proteção no ambiente escolar.

A campanha também dá continuidade ao trabalho desenvolvido em abril, quando as unidades escolares abordaram temas como bullying e cyberbullying, ampliando o debate sobre diferentes formas de violência e fortalecendo a convivência no ambiente escolar.

Segundo Patrícia Carvalho, o tema exige cuidado e responsabilidade, por se tratar de uma violência muitas vezes silenciosa. Ela destaca que a orientação às escolas é tratar o assunto com seriedade, garantindo informação adequada e proteção às possíveis vítimas.

Já a secretária de Estado de Educação, Flávia Emanuelle, ressalta que a campanha ganha força quando se torna parte do cotidiano escolar. Para ela, preparar profissionais para identificar sinais, acolher relatos e acionar os canais corretos contribui para reduzir o silêncio e fortalecer a rede de proteção, criando um ambiente mais seguro e acolhedor para crianças e adolescentes.

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