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Operação “My Love” avança em investigação sobre desaparecimento de jovem em Rondonópolis

Operação “My Love” avança em investigação sobre desaparecimento de jovem em Rondonópolis

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Nesta terça-feira (5), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação “My Love”, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre o desaparecimento de uma jovem ocorrido no fim de 2025, em Rondonópolis.

A ação é conduzida pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e teve início após o desaparecimento de Karen Anelita Ferreira da Silva, de 25 anos, registrado em 9 de dezembro do ano passado. Segundo o relato da família, a jovem saiu para trabalhar e não retornou para casa.

Desde então, as equipes vêm empregando diversas técnicas investigativas, como análise de imagens, diligências de campo, campanas e levantamentos de inteligência, que resultaram na solicitação de medidas cautelares ao Poder Judiciário.

Durante as apurações, surgiram indícios de que a vítima teria ligação com uma facção criminosa atuante na cidade e que estaria envolvida no recrutamento de mulheres para o transporte de entorpecentes até a Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande.

As investigações apontam ainda que o desaparecimento pode estar relacionado a conflitos internos dentro da organização criminosa, especialmente desentendimentos com outras mulheres envolvidas na mesma atividade ilícita.

O nome da operação faz referência a esse contexto, em que mulheres ligadas a detentos estariam sendo cooptadas para a entrada de drogas no sistema prisional.

Durante o cumprimento de mandados judiciais expedidos pela 1ª Vara Criminal de Rondonópolis, foram realizadas duas buscas e apreensões e uma prisão temporária. As equipes apreenderam porções de drogas, como maconha e ecstasy, além de materiais utilizados no tráfico e dispositivos eletrônicos que seriam levados para dentro da unidade prisional.

Duas mulheres, de 31 e 35 anos, foram presas em flagrante por tráfico de drogas, sendo que uma delas também teve a prisão temporária cumprida. Ambas foram encaminhadas ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça.

A operação integra a estratégia “Pharus”, voltada ao enfrentamento qualificado das facções criminosas e ao combate ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. A ação também faz parte das atividades da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

As investigações continuam e buscam esclarecer completamente o caso, identificar outros envolvidos e responsabilizar todos os autores. O inquérito deve ser concluído dentro do prazo legal de 30 dias.

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