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Nesta quarta-feira (6.5), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Janus, voltada à desarticulação de um grupo criminoso estruturado para a prática de estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Ao todo, estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias de 21 investigados. A Justiça também determinou a indisponibilidade de até R$ 160 mil, com o objetivo de garantir o ressarcimento das vítimas.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Estelionato. As ações ocorrem em Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de municípios nos estados de Minas Gerais e Acre.
Golpe do intermediário
As apurações apontam que o grupo utilizava o chamado “golpe do terceiro intermediário”, aplicado principalmente em negociações de veículos. Nesse tipo de fraude, os criminosos simulam intermediações legítimas entre comprador e vendedor para enganar ambas as partes e obter vantagem financeira.
O principal articulador do esquema foi identificado como responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela condução das negociações fraudulentas. Já os demais investigados atuavam como laranjas, cedendo contas bancárias para recebimento dos valores ou operando na cadeia de lavagem de dinheiro.
Ao todo, foi identificada a movimentação de cerca de R$ 160 mil obtidos de forma ilícita.
Estrutura de lavagem de dinheiro
As investigações revelaram ainda uma estrutura sofisticada de lavagem de capitais, com utilização de diversas contas bancárias espalhadas por estados como Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.
Os valores eram pulverizados por meio de transferências fracionadas e sucessivas, estratégia conhecida como triangulação financeira, com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro.
Combate à criminalidade financeira
De acordo com o delegado Bruno Palmiro, a operação reforça o enfrentamento aos crimes patrimoniais praticados de forma organizada, especialmente aqueles cometidos em ambiente digital.
A Polícia Civil destacou que a ação integra uma estratégia contínua para reprimir fraudes eletrônicas e proteger o patrimônio da população.
Origem do nome
O nome “Janus” faz referência à figura mitológica Jano, conhecida por possuir duas faces, simbolizando o modo de atuação dos criminosos, que se apresentavam de formas distintas para enganar simultaneamente compradores e vendedores.
As investigações seguem em andamento e podem levar à identificação de novos envolvidos.
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