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Nesta quarta-feira (06), vieram à tona detalhes da delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, que admitiu ter firmado um contrato milionário com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes com o objetivo de se aproximar do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o depoimento, o acordo previa pagamentos que chegariam a R$ 129 milhões ao longo de três anos, envolvendo a prestação de serviços jurídicos ao Banco Master. O contrato, porém, acabou sendo interrompido em novembro de 2024 após a liquidação da instituição financeira.
Mesmo com o encerramento antecipado, Viviane Barci de Moraes recebeu aproximadamente R$ 80 milhões, referentes a 22 parcelas pagas durante a vigência do contrato.
Apesar de admitir que buscava criar uma aproximação com o magistrado, Daniel Vorcaro negou que tenha ocorrido qualquer tipo de troca de favores ou benefício indevido envolvendo o ministro do STF.
O banqueiro ainda declarou que, mesmo sendo considerado elevado, aquele não teria sido o maior contrato firmado pelo Banco Master.
Durante o período de atuação, o escritório de advocacia informou ter realizado 94 reuniões, 36 pareceres jurídicos e opiniões legais, acumulando cerca de 267 horas de trabalho relacionadas ao contrato.
Os valores pagos mensalmente também chamaram atenção nas investigações. Conforme revelado, o escritório recebia cerca de R$ 3,6 milhões por mês, montante aproximadamente dez vezes superior ao valor pago a outros advogados ligados ao banco.
O caso ganhou repercussão após a divulgação dos detalhes da delação envolvendo os contratos milionários firmados pela instituição financeira e a relação com pessoas próximas ao ministro do Supremo Tribunal Federal.
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