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Nesta quarta-feira (13), a Justiça de Mato Grosso condenou o delegado da Polícia Civil Bruno França a dois anos e seis meses de prisão por abuso de autoridade após uma ocorrência registrada em um condomínio de luxo de Cuiabá. A decisão foi assinada pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra.
Mesmo reconhecendo a prática criminosa, o magistrado optou por não aplicar a perda do cargo público ao policial.
O caso teve origem em um episódio ocorrido no dia 28 de novembro de 2022, no Condomínio Florais dos Lagos. Conforme consta na ação, uma discussão envolvendo a empresária Fabíola Cássia Garcia Nunes e um adolescente — enteado do delegado — desencadeou toda a situação.
Após ser informado sobre o conflito, Bruno França mobilizou policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE) e se deslocou até o residencial. Mais tarde, já durante a noite, o delegado e outros investigadores foram até a casa da empresária.
De acordo com a sentença, a entrada dos agentes na residência ocorreu sem consentimento legal dos moradores, situação que levantou suspeitas de violação de domicílio e abuso funcional. Um laudo pericial anexado ao processo também indicou sinais compatíveis com possível uso de força na abordagem.
O documento judicial ainda aponta que, durante a ação, o delegado sacou uma arma de fogo e ordenou a prisão da moradora. Pessoas que presenciaram a ocorrência afirmaram que o policial apresentava comportamento alterado e teria proferido ameaças e palavras ofensivas contra a vítima.
A decisão reforça que a atuação ultrapassou os limites legais permitidos para a função policial, motivando a condenação criminal.
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