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O treinamento realizado no Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC) contou com apoio da POLITEC Mato Grosso e da Universidade Federal de Mato Grosso, reforçando a integração entre saúde, perícia e formação acadêmica no enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes.
A capacitação teve foco no Centro Médico Infantil (CMI), referência no atendimento de pacientes com até 14 anos, 11 meses e 29 dias.
A secretária municipal de Saúde de Cuiabá, Deisi Bocalon, ressaltou a importância da qualificação permanente das equipes.
“Nossa missão vai além de tratar o ferimento físico. O Maio Laranja nos lembra que a saúde é um elo vital na garantia de direitos. Capacitar nossas equipes significa oferecer um porto seguro para quem está em extrema vulnerabilidade, garantindo proteção integral”, afirmou.
A unidade atua como porta de entrada para casos suspeitos ou confirmados de violência, desempenhando papel fundamental na identificação precoce de sinais de risco.
Entre dezembro de 2025 e abril de 2026, o CMI contabilizou 17 atendimentos relacionados à violência, sendo 11 casos de violência sexual.
Durante o treinamento, foi reforçado o protocolo utilizado pela unidade, estruturado para garantir atuação integrada e imediata da rede de proteção:
1. Identificação e acolhimento
Realizado pelas equipes de Psicologia e Serviço Social, com escuta qualificada da criança e do responsável.
2. Atendimento médico
Avaliação clínica, solicitação de exames e, quando necessário, início da profilaxia pós-exposição (PEP).
3. Notificação obrigatória
Preenchimento da ficha do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação).
4. Acionamento da rede de proteção
Comunicação imediata ao Conselho Tutelar e demais órgãos responsáveis.
5. Encaminhamento e seguimento
Direcionamento para acompanhamento na Atenção Primária ou em serviços especializados, assegurando continuidade do cuidado.
O fluxo tem como objetivo garantir resposta rápida, proteção imediata e evitar a revitimização das vítimas.
A diretora do HPSMC, Janaina Pinheiro, destacou a importância da agilidade no atendimento.
“O CMI acolhe casos complexos em momentos de crise. Esses treinamentos são fundamentais para garantir identificação rápida e fluxo humanizado”, declarou.
Já a gerente de Atendimento Terapêutico do HPSMC, Júlia Assis, enfatizou os impactos da capacitação no atendimento multiprofissional.
“Fortalece a escuta qualificada e reduz a revitimização, qualificando o cuidado às crianças e adolescentes”, afirmou.
A iniciativa integra as ações da Prefeitura de Cuiabá voltadas ao fortalecimento da rede de proteção da infância e adolescência, promovendo atuação conjunta entre saúde e órgãos de garantia de direitos.
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