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Nesta segunda-feira (25), o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) anunciou o reforço do Plano de Operações da Temporada de Incêndios Florestais (POTIF) para 2026, com investimentos em aeronaves, tecnologia, equipamentos, efetivo operacional e programas estratégicos para enfrentar o período de estiagem no Estado.
Segundo o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, o planejamento foi elaborado com base nos resultados obtidos em 2025 e nos prognósticos climáticos para o próximo ano, que indicam influência do El Niño, favorecendo ondas de calor, baixa umidade do ar e ventos intensos.
De acordo com o comandante, essas condições aumentam o risco de pequenos focos se transformarem rapidamente em incêndios de grandes proporções. Por isso, o Governo do Estado tem intensificado investimentos em estrutura, tecnologia e capacitação para ampliar a capacidade de resposta das equipes em todas as regiões de Mato Grosso.
Nova aeronave e reforço operacional
Entre os investimentos previstos está a aquisição de um helicóptero aeromédico, com capacidade para combate a incêndios florestais e transporte de pelo menos cinco passageiros, além de dois pilotos. O investimento estimado é de R$ 32 milhões, e o contrato foi acionado durante o lançamento do Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e aos Incêndios Florestais.
O plano também prevê a utilização do veículo anfíbio SHERP, destinado ao deslocamento em áreas de difícil acesso e regiões alagadas ou intransitáveis.
Na estrutura operacional, serão mobilizados diariamente 483 bombeiros militares nos Instrumentos de Resposta Temporária (IRTs), além da contratação de 150 brigadistas estaduais e da atuação de 72 brigadistas municipais, com apoio da Força Nacional de Segurança Pública.
Ainda conforme o planejamento, haverá a locação de 80 viaturas e a utilização de 28 máquinas para apoio às operações.
Na área aérea, o combate contará com duas aeronaves Air Tractor do Grupamento de Aviação Bombeiro Militar (GAVBM), quatro aeronaves da Defesa Civil Estadual e um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
Ao todo, o sistema operacional será composto por 109 instrumentos de resposta, incluindo brigadas estaduais e municipais, bases descentralizadas, equipes aéreas e grupos de intervenção e apoio operacional.
Aceiros e queima prescrita
O POTIF também prevê a construção e manutenção de aproximadamente 1,5 mil quilômetros de aceiros em pontos estratégicos, em parceria com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). O objetivo é reduzir o acúmulo de material combustível às margens das rodovias estaduais e dificultar a propagação do fogo.
Outra medida adotada será a intensificação das ações de queima prescrita, técnica utilizada para reduzir o excesso de biomassa antes do período crítico da estiagem.
Duas operações já foram realizadas às margens da MT-351, conhecida como Estrada do Manso, e também na Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada dos Guimarães, na região do Mirante do Centro Geodésico da América do Sul.
Tecnologia e centro de pesquisa
Na área de inovação, o plano prevê investimentos em plataformas de gestão de incêndios, integrando ferramentas de sensoriamento, meteorologia, estatísticas e Sistema de Comando de Incidentes.
Também está prevista a criação do Centro de Pesquisa Aplicada aos Incêndios Florestais de Mato Grosso, com investimento aproximado de R$ 2 milhões, via Ministério Público do Estado.
O objetivo do centro será ampliar a capacidade de monitoramento, prevenção e combate aos incêndios em todo o território mato-grossense.
Projetos e programas estratégicos
Entre os programas reforçados está o “Municípios Resilientes”, voltado ao fortalecimento da prevenção e resposta aos incêndios florestais nos municípios. A iniciativa oferece apoio técnico para elaboração de planos operacionais, aquisição de equipamentos e estruturação de brigadas.
O programa atenderá diretamente os municípios de Barão de Melgaço, Cláudia, Feliz Natal, Bom Jesus do Araguaia, Querência, Mirassol D’Oeste, Conquista D’Oeste, Vila Bela da Santíssima Trindade, Juína, Juara, Nova Bandeirantes e Marcelândia.
Outra frente destacada é o projeto “Aldeia Verde”, que busca fortalecer ações preventivas e operacionais em comunidades indígenas, incluindo capacitações e premiações para terras indígenas que reduzirem os índices de queimadas.
O programa tem foco em áreas indígenas que representam cerca de 21% do território de Mato Grosso e concentram parte significativa dos focos de incêndio registrados no Estado.
Na educação ambiental, o projeto “Sentinelas do Amanhã” continuará promovendo ações com professores e estudantes para incentivar a conscientização sobre preservação ambiental e conservação dos recursos naturais.
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