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A Federação União Progressista informou que protocolou mais quatro representações eleitorais contra o ex-governador e pré-candidato ao Senado Pedro Taques. As ações foram apresentadas pelo diretório estadual da federação em Mato Grosso e questionam publicações feitas pelo advogado em suas redes sociais envolvendo críticas ao também pré-candidato ao Senado Mauro Mendes.
Os pedidos foram formalizados pelo advogado Rodrigo Cyrineu, responsável pela defesa da federação. Segundo as representações, os conteúdos divulgados por Pedro Taques configurariam propaganda eleitoral negativa antecipada, prática vedada pela legislação eleitoral fora do período oficial de campanha.
De acordo com os documentos apresentados à Justiça, as publicações abordam temas relacionados a supostas irregularidades envolvendo acordos com a empresa Oi S.A., obras na MT-170 e investimentos ligados ao Autódromo do Parque Novo Mato Grosso. Nas postagens, Taques também faz críticas à gestão de Mauro Mendes e levanta questionamentos sobre supostos atos de corrupção.
A federação sustenta que os conteúdos extrapolam os limites da crítica política e teriam como objetivo associar uma imagem negativa ao pré-candidato antes do início oficial da propaganda eleitoral, previsto para 15 de agosto.
As ações também apontam que algumas das publicações mencionam familiares de Mauro Mendes, incluindo referências a supostos benefícios relacionados a recursos financeiros, alegações que, segundo a federação, não estariam acompanhadas de comprovação.
Nos pedidos encaminhados à Justiça Eleitoral, a União Progressista solicita a concessão de liminares para retirada imediata dos conteúdos das redes sociais. A argumentação é de que a permanência das publicações pode causar danos contínuos à imagem do pré-candidato e influenciar o ambiente pré-eleitoral.
Além da remoção das postagens, a federação requer a aplicação de multa prevista na legislação eleitoral, com valores que podem variar entre R$ 5 mil e R$ 25 mil, caso seja reconhecida eventual irregularidade.
Os processos serão analisados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, que deverá avaliar os pedidos. Conforme informado, os magistrados responsáveis optaram por aguardar manifestações do Ministério Público Eleitoral e da defesa de Pedro Taques antes de decidir sobre as medidas liminares solicitadas.
Até o momento, não houve decisão judicial sobre o mérito das representações.
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