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Nesta sexta-feira (12), o Governo de Mato Grosso informou que já desembolsou R$ 206 milhões nas obras de implantação do Sistema BRT em Cuiabá e Várzea Grande. Apesar disso, o valor ainda é inferior aos R$ 915 milhões arrecadados com a venda de vagões e equipamentos do extinto VLT, segundo dados apresentados pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT).
De acordo com o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, os recursos aplicados até o momento fazem parte de quatro contratos firmados para execução das obras, construção de estações e terminais do novo modal de transporte.
“O que foi pago até agora soma R$ 206 milhões. Existe uma interpretação equivocada sobre os valores gastos pelo Estado nas obras do BRT”, afirmou o secretário.
O primeiro contrato, firmado com o Consórcio Construtor BRT, previa a execução completa da infraestrutura do sistema e possuía valor de R$ 468 milhões. No entanto, após a rescisão contratual motivada pela não execução dos serviços pelas empresas responsáveis, o Estado desembolsou cerca de R$ 130 milhões, incluindo reajustes inflacionários.
Segundo a Sinfra, os recursos foram utilizados para concluir a infraestrutura nas avenidas da FEB e João Ponce de Arruda, em Várzea Grande, além de trechos da Avenida do CPA, em Cuiabá.
Após a ruptura contratual, o Governo optou por dividir os serviços em diferentes lotes, com o objetivo de acelerar a execução das intervenções por meio de novas licitações.
O segundo contrato, atualmente em andamento, contempla a implantação da infraestrutura restante nas avenidas do CPA e Prainha, além do trecho entre o Aeroporto de Várzea Grande e o novo terminal do município. O contrato está avaliado em R$ 155 milhões, dos quais R$ 76 milhões já foram pagos.
Outra licitação foi realizada para a construção das estações do BRT. O contrato alcançou R$ 120 milhões, porém ainda não houve desembolso, uma vez que os trabalhos estão em fase inicial.
Marcelo de Oliveira explicou que o projeto passou por modificações após a rejeição de uma proposta inicial de R$ 68 milhões, devido à ausência de documentação técnica e financeira exigida.
Conforme o secretário, o novo projeto passou a incluir piso diferenciado, portas automáticas, vidros com maior capacidade de reflexão térmica e climatização das estações, o que elevou o valor final da contratação.
Também foi aberta uma licitação específica para a construção dos terminais do sistema. O contrato está estimado em R$ 128 milhões, mas as obras ainda não foram iniciadas.
Ao comentar os números, o secretário destacou que a arrecadação proveniente da venda dos vagões e demais equipamentos elétricos do VLT alcançou R$ 915 milhões, superando significativamente os gastos já realizados com o BRT.
Segundo ele, a diferença entre os valores representa um superávit próximo de R$ 400 milhões, reforçando o compromisso do Estado com a transparência na condução do projeto de mobilidade urbana.
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