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Operação mira facção ligada ao tráfico com atuação em Cuiabá e Várzea Grande

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Nesta quarta-feira (17), a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Throw, ação destinada a desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico e participação em facção criminosa com atuação em Cuiabá e Várzea Grande.

Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão domiciliar, além do bloqueio de contas bancárias de oito pessoas físicas e três pessoas jurídicas. A operação também determinou o sequestro de cinco veículos de luxo supostamente ligados ao grupo investigado.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). As diligências mobilizam equipes da especializada e de outras unidades da Polícia Civil.

As apurações tiveram início em 20 de julho de 2023, quando policiais cumpriram um mandado de busca em uma chácara localizada no bairro Sol Nascente, em Cuiabá. Na ocasião, duas pessoas foram presas e aproximadamente 100 quilos de maconha foram encontrados enterrados em barris plásticos nos fundos do imóvel.

A partir dessa ocorrência, os investigadores identificaram outros integrantes da organização e descobriram um suposto esquema de lavagem de dinheiro, que utilizava empresas de fachada e terceiros para ocultar a origem dos recursos provenientes do tráfico.

Segundo as investigações, a quadrilha mantinha uma estrutura hierárquica definida, com liderança, co-liderança, responsáveis pela logística, transporte, armazenamento, distribuição de drogas e controle financeiro. As remessas de entorpecentes eram realizadas semanalmente, variando entre cinco e dez quilos por distribuição, incluindo negociações para entrega em locais inusitados, como o estacionamento do Fórum de Cuiabá.

Os policiais também identificaram a utilização de contas bancárias de pessoas próximas aos investigados e de três empresas de fachada, usadas para movimentar valores obtidos de forma ilícita e dificultar o rastreamento financeiro.

De acordo com o delegado da Denarc, Marcelo Miranda Muniz, a operação é resultado de um trabalho investigativo que reuniu um amplo conjunto de provas, permitindo individualizar a participação de cada investigado no esquema criminoso. O objetivo é interromper as atividades da organização e enfraquecer sua estrutura operacional.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos, aprofundar o rastreamento financeiro do grupo e reunir novos elementos que possam subsidiar futuras ações penais.

O nome Throw faz referência ao termo utilizado no esporte para representar o ato de desperdiçar uma oportunidade ou abrir mão de uma vantagem conquistada. Segundo a Polícia Civil, a denominação simboliza a escolha dos investigados em abandonar caminhos lícitos e ingressar na criminalidade.

A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das facções criminosas em Mato Grosso. A ação também faz parte da sexta fase da Operação Narke, coordenada pela Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc), com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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