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Relatório da PF suspeita de ligação entre Vorcaro, senador do PT e Lula

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A Polícia Federal passou a analisar mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro que, segundo os investigadores, sugerem uma tentativa de aproximação política e possível intermediação de contatos com o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, envolvendo o senador Jaques Wagner.

Os relatórios, divulgados pelo jornal O Estado de S. Paulo, indicam que integrantes da direção do Banco Master mantinham conversas que mencionam influência política e tratativas para reforçar a imagem da instituição como próxima do governo.

As mensagens, de julho de 2024, foram trocadas entre Vorcaro e o diretor comercial do banco, Fernando Mascarenhas Filho. Em um dos trechos, o executivo comenta que o mercado associava o banco a uma relação de proximidade com o governo federal, citando como exemplo comparações com o histórico dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Na sequência, Vorcaro responde que esse tipo de percepção poderia ser utilizado como estratégia de imagem e menciona o envio de informações a integrantes da base política.

Em outra conversa, Mascarenhas afirma que conteúdos seriam repassados a interlocutores próximos, citando o publicitário Guilherme Sodré, conhecido como “tio Guiga”, apontado pela PF como pessoa ligada ao grupo investigado.

De acordo com a investigação, esse conjunto de relações teria sido usado para facilitar o avanço de interesses do banco em temas regulatórios e em discussões no Congresso Nacional, como propostas relacionadas ao crédito consignado. A PF atribui a esse contexto atuação política associada ao senador Jaques Wagner.

O relatório também afirma que haveria indícios de contrapartidas financeiras entre 2024 e 2025, incluindo movimentações envolvendo uma empresa ligada à família do parlamentar e a compra de um imóvel de alto padrão, que somariam cerca de R$ 6 milhões em benefícios investigados.

Os investigadores sustentam que esses elementos apontariam uma possível correlação entre a atuação política e interesses ligados ao Banco Master, especialmente em pautas do sistema financeiro.

Em manifestação, Jaques Wagner negou qualquer participação nos fatos investigados, afirmou não ter relação com Daniel Vorcaro e disse que não participou de intermediações ou conversas citadas no inquérito, destacando que não pode ser responsabilizado por diálogos de terceiros.

A investigação segue em andamento na Polícia Federal.

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