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Neste sábado (27), uma ação integrada entre a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, a Polícia Civil de Mato Grosso e a Polícia Federal resultou na prisão de Aluísio Farias Batista, de 68 anos, condenado pela Tragédia do Baldo, acidente ocorrido durante o Carnaval de 1984, em Natal (RN), que deixou 19 mortos e dezenas de feridos.
O condenado era o motorista do ônibus envolvido no atropelamento coletivo e estava foragido há mais de quatro décadas. Após o caso ganhar repercussão nacional, ele deixou o Rio Grande do Norte e passou a viver em Cuiabá, onde utilizava documentação falsa em nome de uma pessoa já falecida.
A localização do foragido ocorreu após troca de informações entre as polícias dos dois estados. A Gerência Estadual de Polinter e Capturas de Mato Grosso, com apoio do Núcleo de Inteligência, realizou semanas de levantamentos, incluindo análises por reconhecimento facial, cruzamento de dados e diligências em campo para confirmar a identidade do investigado.
Além das equipes policiais, o trabalho contou com o suporte da inteligência da Politec e das diretorias de Habilitação e Veículos do Detran-MT, que auxiliaram na confirmação da identidade do suspeito.
Na sexta-feira (26), os policiais localizaram uma residência no bairro Jardim Presidente I, em Cuiabá, onde Aluísio levava uma vida discreta e havia constituído uma nova família. Após o cumprimento do mandado de prisão, ele foi encaminhado à Polinter e colocado à disposição da Justiça.
A Tragédia do Baldo aconteceu durante o tradicional bloco carnavalesco Puxa-Sacos, quando um ônibus atingiu foliões, provocando 19 mortes, entre elas o neto do então senador Dinarte Mariz e cinco sargentos da Polícia Militar, além de deixar dezenas de pessoas feridas. Em razão da gravidade do episódio, o Governo do Rio Grande do Norte decretou três dias de luto oficial.
Em seu relato às autoridades, Aluísio afirmou que havia encerrado o expediente quando foi solicitado por um superior para substituir outro motorista. Segundo ele, ao trafegar por uma descida com pouca iluminação na região do Baldo, precisou desviar de um veículo e, ao retornar para a pista, encontrou outra escola de samba na via, não conseguindo evitar o atropelamento.
O caso ganhou ampla repercussão nacional e, conforme o próprio condenado, após sua história ser exibida no programa Linha Direta, decidiu deixar o Rio Grande do Norte e permanecer em Cuiabá por vários anos.
A delegada Silvia Maria Pauluzzi de Siqueira, titular da Polinter de Mato Grosso, destacou que a criação do Núcleo de Inteligência ampliou a eficiência das investigações, fortalecendo o trabalho de identificação e captura de foragidos da Justiça em ações conjuntas com outros estados.
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