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Professor universitário é indiciado por assédio sexual em Cuiabá

Nesta segunda-feira (27), a Polícia Civil de Mato Grosso informou a conclusão de dois inquéritos policiais que investigaram um professor universitário e maestro, de 47 anos, por supostos crimes praticados contra três mulheres ligadas a atividades acadêmicas e musicais em uma universidade pública de Cuiabá. Os procedimentos foram conduzidos pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM).

No primeiro inquérito, a investigação apurou um suposto caso de assédio sexual contra uma estudante de música, de 21 anos, que participava de um projeto de extensão coordenado pelo investigado.

Durante as diligências, familiares, colegas da vítima e outras pessoas ligadas ao ambiente universitário foram ouvidos. Conforme a Polícia Civil, os depoimentos reforçaram o relato de abalo emocional da estudante e apontaram condutas consideradas invasivas e tratamento diferenciado por parte do professor.

O investigado negou as acusações, porém a Polícia Civil concluiu haver indícios suficientes da prática, em tese, do crime de assédio sexual, realizando o indiciamento com base no artigo 216-A do Código Penal.

Mulheres relataram restrição da liberdade

O segundo inquérito teve como vítimas duas musicistas, de 23 e 39 anos, que, segundo a investigação, foram chamadas pelo professor para uma reunião em novembro de 2025, antes de um ensaio realizado no departamento de Artes da universidade.

De acordo com as apurações, durante o encontro o professor teria pedido que as duas mulheres intercedessem junto à estudante vítima do primeiro caso, na tentativa de convencê-la a retornar às atividades do projeto musical.

Ainda conforme a investigação, o professor teria se posicionado em frente à porta da sala, impedindo que as mulheres deixassem o local. A restrição da liberdade teria durado cerca de três minutos. Após conseguirem sair da sala, as vítimas procuraram outro espaço da universidade, onde foram encontradas nervosas e emocionalmente abaladas.

O professor também negou essa acusação, afirmando que a reunião tratava apenas de assuntos relacionados ao projeto musical.

Mesmo assim, ao concluir o segundo procedimento, a Polícia Civil realizou o indiciamento pelo crime de constrangimento ilegal, previsto no artigo 146 do Código Penal.

Caso segue para análise da Justiça

Com a conclusão das investigações, os dois inquéritos foram encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que irão analisar os elementos reunidos pela Polícia Civil e decidir sobre as medidas processuais cabíveis.

Segundo a Polícia Civil, o inquérito referente ao suposto assédio sexual foi protocolado em 28 de janeiro de 2026, enquanto o procedimento sobre constrangimento ilegal foi encaminhado em 22 de junho de 2026.

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