Neste domingo (02), a Prefeitura de Cuiabá informou que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) manteve, durante o primeiro semestre de 2026, um amplo trabalho de vigilância ambiental e epidemiológica para acompanhar doenças de interesse em saúde pública e prevenir a transmissão de zoonoses na Capital.
Conforme o balanço da Vigilância Epidemiológica, da Vigilância em Saúde Ambiental e do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Capital), foram registradas 88 notificações de eventos epizoóticos, envolvendo principalmente primatas não humanos e aves silvestres, utilizados como indicadores para o monitoramento de doenças como febre amarela e influenza aviária.
Entre as zoonoses acompanhadas, a leishmaniose visceral apresentou o maior número de ocorrências em cães. Ao longo do semestre, foram realizados 782 atendimentos, com 249 confirmações da doença em animais. Também foi registrado um caso confirmado de leishmaniose visceral em humano no município.
Outro foco das equipes foi a esporotricose. Nos felinos, houve 21 notificações, sendo 17 casos confirmados por exames laboratoriais. Entre os moradores, foram notificadas 13 suspeitas, das quais seis tiveram confirmação.
O monitoramento da raiva também permaneceu constante. As equipes atenderam 62 notificações de animais mortos ou com sintomas neurológicos, além de seis ocorrências envolvendo cães e gatos com comportamento suspeito e 52 registros de animais domésticos que tiveram contato com morcegos ou outros animais possivelmente infectados.
Na assistência à população, a rede municipal realizou 753 atendimentos antirrábicos, dos quais 125 foram classificados como graves, exigindo acompanhamento especializado e tratamento preventivo.
Em relação à febre amarela, a Vigilância investigou 14 ocorrências suspeitas envolvendo macacos, porém nenhum caso foi confirmado, tanto entre animais quanto em humanos.
O trabalho também incluiu o acompanhamento da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP). Durante o semestre, duas áreas foram investigadas, totalizando cinco notificações envolvendo aves silvestres, mas todas foram descartadas após análise. Também não houve registro da doença em humanos.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que o acompanhamento permanente é fundamental para reduzir riscos à população.
“A Vigilância em Saúde atua de forma permanente no monitoramento de doenças que podem afetar tanto os animais quanto as pessoas. Esse trabalho permite identificar riscos precocemente, adotar medidas de controle e garantir uma resposta rápida sempre que necessário. Além disso, reforçamos a importância da participação da população na comunicação de situações suspeitas e na adoção de medidas preventivas”, afirmou.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que animais com comportamento anormal, sinais neurológicos, macacos doentes ou mortos e aves silvestres encontradas sem vida sejam comunicados imediatamente aos órgãos de vigilância, permitindo a investigação dos casos.
Além disso, a pasta reforça que manter cães e gatos vacinados contra a raiva, evitar contato com animais silvestres e procurar atendimento médico após agressões provocadas por animais são medidas essenciais para prevenir doenças e proteger a saúde coletiva.
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