No sábado (08), o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou a autorização para que os filhos visitassem Jair Bolsonaro neste domingo (9), Dia dos Pais.
Em publicação na rede social X, Flávio afirmou que a medida impede o pai de receber os filhos justamente em uma data simbólica para as famílias. O senador disse que a decisão retira de Bolsonaro até mesmo o direito de abraçar os próprios filhos.
“Moraes proibiu a mim e aos meus irmãos de visitarmos nosso pai justamente no Dia dos Pais. Tiraram a liberdade dele. Agora querem tirar até o direito de um pai abraçar seus filhos. Isso tem dia e hora para acabar!”, escreveu.
O pedido havia sido apresentado pela defesa do ex-presidente para permitir, de maneira excepcional, a visita dos filhos Carlos, Jair Renan e Flávio Bolsonaro neste domingo. Segundo os advogados, a solicitação tinha caráter estritamente familiar e humanitário, com o objetivo de preservar o vínculo entre Bolsonaro e os filhos.
Moraes, no entanto, decidiu manter a restrição. A proibição está relacionada a uma determinação de 30 dias sem visitas aplicada ao ex-presidente em 17 de julho, após o ministro apontar suposto descumprimento de condições judiciais.
Durante o período estabelecido, Bolsonaro permanece impedido de receber visitantes, com exceção de profissionais responsáveis por atendimento médico e de seus advogados.
Flávio Bolsonaro já estava submetido a uma restrição específica, diferente daquela aplicada aos demais irmãos. Em 13 de julho, Moraes havia determinado a suspensão das visitas do senador ao pai pelo período de 90 dias.
A medida contra Flávio ocorreu depois que o senador publicou nas redes sociais uma carta escrita por Jair Bolsonaro. No documento, o ex-presidente o havia indicado como seu porta-voz na disputa eleitoral deste ano.
A negativa para a visita neste domingo, portanto, ocorre em meio a restrições judiciais distintas aplicadas aos familiares do ex-presidente, enquanto Flávio mantém a crítica pública à decisão de Moraes.

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