Para evitar intoxicações bacterianas a verminoses, é preciso prestar atenção nos alimentos e no preparo dos estabelecimentos
Da Assessoria
Comer fora diariamente tornou-se um hábito comum em grandes cidades, onde a rotina acelerada dificulta o preparo das refeições em casa. Embora a prática não seja necessariamente prejudicial, especialistas alertam que a escolha do local e dos alimentos é determinante para evitar problemas de saúde. Higiene no preparo e qualidade dos ingredientes são fatores que podem transformar uma refeição prática em um risco considerável.
Segundo a clínica médica Josie Velani Scaranari, do Sabin Diagnóstico e Saúde, alimentos crus ou mal higienizados podem ser veículos de micro-organismos que fazem mal para a saúde das pessoas. “Há infecções causadas por toxinas produzidas quando há contaminação bacteriana, como as salmoneloses, que provocam diarreias intensas, febre e risco de desidratação, especialmente em crianças e idosos”, explica. A vulnerabilidade desses grupos torna o cuidado ainda mais essencial.
A Organização Mundial da Saúde estima que uma em cada dez pessoas no mundo adoeça anualmente por consumir alimentos contaminados, resultando em 420 mil mortes. No Brasil, entre 2007 e 2020, foram registrados em média 662 surtos por ano, com mais de 150 mil doentes e 22 mil hospitalizações. Apesar da subnotificação, pois a maioria dos pacientes se trata em casa, segundo a OMS, os números revelam a dimensão do problema e reforçam a necessidade de vigilância constante.
A salmonelose, causada pela bactéria Salmonella, é uma das infecções mais comuns, transmitida por ovos, carnes cruas e laticínios contaminados. Os sintomas surgem entre 12 e 48 horas após a ingestão e incluem diarreia, cólicas, febre e vômitos. Além dela, protozoários e verminoses adquiridos em saladas mal lavadas ou carnes mal preparadas também figuram entre os riscos, provocando desconforto abdominal e doenças crônicas.
Doenças parasitárias e diagnóstico
Verminoses como ascaridíase, oxiuríase e teníase podem ser adquiridas em refeições preparadas sem higiene adequada. Os sintomas variam de dor abdominal e diarreia até anemia profunda e perda de peso. Em casos graves, como na esquistossomose, há comprometimento do fígado e do baço. O consumo de carne crua ou mal passada, água contaminada e contato com solos infectados são portas de entrada para esses parasitas. A detecção exige exames específicos, como análises moleculares para toxinas, culturas bacterianas e exames de fezes. Hemogramas e testes de eletrólitos ajudam a avaliar a gravidade das inflamações e da desidratação.
Os riscos de comer fora não exige critério apenas pela questão dos microorganismos infecciosos. O consumo frequente de frituras, embutidos, alimentos gordurosos e bebidas adoçadas pode provocar dispepsias (distúrbios funcionais do sistema digestivo). Gastrites e refluxo são consequências comuns desses hábitos, detectados por exame físico, anamnese detalhada e, em alguns casos, exames de imagem.
Optar por estabelecimentos que prezam pela higiene, escolher alimentos bem cozidos e evitar excessos de gordura e temperos são atitudes que reduzem os riscos. “A conveniência da refeição pronta pode coexistir com a saúde, desde que o consumidor esteja atento e faça escolhas conscientes”, completa Josie.
Grupo Sabin | Com 42 anos de atuação, o Grupo Sabin é referência em saúde, destaque na gestão de pessoas e liderança feminina, dedicado às melhores práticas sustentáveis e atuante nas comunidades, o Grupo Sabin nasceu em Brasília (DF), fruto da coragem e determinação de duas empreendedoras, Janete Vaz e Sandra Soares Costa, em 1984. Hoje conta com 7.500 colaboradores unidos pelo propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas. O grupo também está presente em 14 estados e no Distrito Federal oferecendo serviços de saúde com excelência, inovação e responsabilidade socioambiental às 78 cidades em que está presente com 366 unidades distribuídas de norte a sul do país.
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