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Seguro aeronáutico registra disparada nas indenizações em Mato Grosso

Com informações da CNseg

No primeiro semestre de 2026, as seguradoras pagaram R$ 64,6 milhões em indenizações de seguros aeronáuticos em Mato Grosso, segundo levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). O valor representa uma alta de 528,9% na comparação com os primeiros seis meses de 2025.

Na direção contrária, a arrecadação do segmento no estado apresentou queda de 3,8%, totalizando R$ 17,7 milhões entre janeiro e junho. Com isso, o montante pago pelas seguradoras ficou mais de três vezes acima do valor arrecadado pelo ramo no período.

A diferença pode ser explicada pelo próprio perfil dos seguros aeronáuticos. Como as apólices envolvem bens de alto valor, um único sinistro de grande proporção pode gerar uma indenização elevada, dependendo das coberturas contratadas e dos limites estabelecidos.

Os dados da CNseg, porém, não permitem relacionar diretamente o aumento a uma ocorrência específica. Um acidente aéreo registrado em abril, em uma área rural de Mato Grosso, é citado como exemplo do potencial impacto financeiro que um sinistro de grande porte pode provocar.

Segundo Carlos Polizio, presidente da Comissão de Cascos Marítimos e Aeronáuticos da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), um acidente de maior gravidade pode alterar significativamente os números de indenizações de determinada região.

O executivo também destaca que Mato Grosso possui uma frota relevante de aeronaves, especialmente utilizadas na pulverização agrícola, atividade cuja concentração operacional costuma ocorrer justamente no primeiro semestre.

De acordo com Polizio, os números reforçam a função do seguro ao permitir distribuir riscos de grande impacto entre uma carteira ampla, garantindo recursos para a recuperação do patrimônio e para a reparação de danos previstos nas apólices.

O seguro aeronáutico pode oferecer diferentes modalidades de proteção, de acordo com o modelo da aeronave, sua finalidade e as condições contratadas. Entre as possibilidades estão coberturas para danos à própria aeronave, perda total ou parcial, despesas com reparos e responsabilidade civil por danos causados a terceiros.

Também podem ser incluídos equipamentos e outras garantias, conforme as características da operação e o contrato firmado com a seguradora.

Para Diego Bifoni, diretor do Sindicato das Seguradoras (SINDSEG MG/GO/MT/DF), a atividade aérea exige gestão permanente dos riscos, especialmente porque acidentes ou interrupções podem provocar impactos relevantes para empresas, produtores rurais e prestadores de serviços.

Na contratação de uma apólice, fatores como finalidade de uso da aeronave, região de operação, valor do bem e limites de responsabilidade civil precisam ser considerados. O contrato também define os riscos cobertos, as exclusões e as exigências para utilização do seguro.

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