De acordo com Lucas Pena, CEO da Pact, os dados até junho de 2026 indicam que a região apresenta o melhor desempenho entre as regiões do país em conciliação, mas ainda com espaço para evolução na eficiência e padronização dos acordos
Da Assessoria
Setembro de 2026 – De acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a região Centro-Oeste registrou 181.305 novas ações trabalhistas no acumulado de 2026 até junho. No mesmo período, foram realizadas 77.732 audiências conciliatórias. Considerando os últimos 12 meses, o índice de audiências foi de 76,52%, enquanto o índice de conciliação ficou em 25,52% – acima da média nacional. Segundo Lucas Pena, CEO da Pact, empresa especializada em gestão e reestruturação de passivo judicial corporativo, apesar do desempenho positivo em relação ao país e dos esforços da Justiça do Trabalho em potencializar as conciliações, especialmente através das Semanas Nacionais e Regionais de Conciliação, ainda há espaço para ganhos de eficiência e consistência na conversão das audiências em acordos efetivos.
“Para além da promoção das audiências conciliatórias, a mudança cultural dos litigantes e a adoção de metodologias negociais na composição seguem como desafios para uma justiça menos litigiosa. No Centro-Oeste, os dados mostram o ambiente mais favorável à conciliação entre todas as regiões do país, o que reforça o potencial de consolidar boas práticas como padrão nacional. O avanço agora está em estruturar esse desempenho de forma consistente, para que se sustente ao longo do tempo e contribua para a redução efetiva do estoque processual”, afirma o executivo.
Dados regionais
Ainda de acordo com o CNJ, até 30 de junho de 2026, os índices de conciliação nos tribunais do Centro-Oeste mostram o melhor desempenho entre as regiões do país, com destaque para o TRT23 (Mato Grosso), que registrou 41,54%, seguido pelo TRT24 (Mato Grosso do Sul), com 27,24%, pelo TRT18 (Goiás), com 24,14%, e pelo TRT10 (Distrito Federal e Tocantins), com 13,80%.
Ranking nacional por Tribunal Regional do Trabalho
O levantamento também revela desempenho desigual entre as cinco regiões do país. O Centro-Oeste lidera com índice de conciliação de 25,52%, seguido pelo Sul, com 22,40%, e pelo Norte, com 21,57% – todas acima da média nacional. Já o Sudeste, região que concentra o maior volume processual do país, registrou índice de 19,82%, e o Nordeste apresentou o menor desempenho entre as regiões, com 19,18%, ambos abaixo da média nacional.
Ainda de acordo com o CNJ, o maior índice de conciliação entre os tribunais regionais foi registrado pelo TRT23 (Mato Grosso), com 41,54%, seguido pelo TRT24 (Mato Grosso do Sul), com 27,24%, e pelo TRT19 (Alagoas), com 25,50%. Na outra ponta, o menor índice do país ficou com o TRT17 (Espírito Santo), com 14,95%. Veja os dados de todos os tribunais regionais no gráfico abaixo:
“O retrato regional mostra que o problema não é a quantidade de audiências realizadas, mas a efetividade na conversão em acordos. Regiões com menor volume processual, como o Centro-Oeste, conseguem sustentar índices mais altos de conciliação, enquanto regiões mais populosas e com maior concentração de litígios, como o Sudeste, enfrentam mais dificuldade para transformar audiências em desfechos consensuais. Com agenda e organização, a conciliação entrega resultado mensurável. A prioridade é levar essa disciplina para a rotina: conciliar mais cedo, com critérios, para reduzir estoque, encurtar prazos e dar previsibilidade para trabalhadores e empresas”, conclui Pena.

*Lucas Pena é CEO da Pact, empresa especializada em gestão de passivos judiciais corporativos. Engenheiro formado pela Universidade de São Paulo (USP) e MBA pela Fundação Dom Cabral, atua na interseção entre estratégia financeira, tecnologia e gestão jurídica. À frente da Pact, lidera projetos de redução de passivos trabalhistas e recuperação de ativos para grandes empresas, utilizando inteligência de dados, compliance e negociação especializada. O porta-voz está disponível para entrevistas.
Sobre a Pact – A organização tem origem em 2018 com a criação da startup Pact, uma legaltch de passivo judicial corporativo. Com uma abordagem que une diagnóstico financeiro, compliance e negociação especializada, a empresa chegou a negociar mais de 2 mil acordos nos últimos três anos com mais de 700 advogados adversos, totalizando um risco transacionado superior a R$ 1 bilhão. Entre seus clientes estão Magazine Luiza, Votorantim, CVC, Raízen, iFood e MachadoMeyer. Junto à Legal Insights, a startup fundou em 2023 o Grupo Pact Insights, com serviços complementares para o setor jurídico das empresas, que virou Pact em 2025. A Pact faturou R$ 13,5 milhões em 2024 e projeta um faturamento de R$ 20 milhões para 2025. Saiba mais em: www.pactbr.com
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