Na quarta-feira (23), foi informado que o Consultório na Rua, mantido pela Prefeitura de Cuiabá por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), contabilizou 4.714 atendimentos à população em situação de rua entre janeiro e setembro de 2026. Os registros estão documentados no e-SUS PEC.
Atualmente, 1.907 pessoas estão cadastradas no serviço, que leva profissionais da saúde diretamente aos locais onde essa população está. Entre os atendimentos realizados neste ano, 3.665 foram destinados a homens e 1.049 a mulheres.
Embora o serviço esteja disponível para pessoas de diferentes idades, os dados mostram uma maior concentração de atendimentos entre o público de 40 a 64 anos.
O Consultório na Rua integra a Atenção Primária à Saúde e foi estruturado para facilitar o acesso ao SUS por pessoas que enfrentam dificuldades para procurar unidades convencionais. Em vez de esperar que o paciente chegue até o serviço, as equipes se deslocam até os territórios onde estão os usuários.
Em Cuiabá, duas equipes trabalham de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, reunindo profissionais de diferentes áreas, como médicos, enfermeiros, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, psicólogos e profissionais de saúde bucal.
Durante as abordagens, são realizados atendimentos médicos, curativos, testes rápidos, coleta de exames para investigação de tuberculose, acompanhamento de tratamentos, distribuição de insumos de prevenção e encaminhamentos para outros serviços de saúde e assistência social.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, afirma que a estratégia permite levar o atendimento para mais perto de quem enfrenta dificuldades para acessar a rede tradicional.
“O Consultório na Rua é uma estratégia importante para garantir que o atendimento chegue até as pessoas que mais precisam. A equipe vai até onde essa população está, identifica as necessidades e oferece o cuidado necessário, além de fazer os encaminhamentos para os demais serviços da rede. É uma forma de ampliar o acesso à saúde e fortalecer o atendimento do SUS”, afirmou.
Acompanhamento vai além da abordagem
De acordo com a secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Brito, o trabalho não termina após o primeiro atendimento. As equipes também acompanham os usuários e fazem a ligação com outros pontos da rede pública.
“A equipe consegue acompanhar o usuário no próprio território, identificar as demandas e construir os encaminhamentos necessários. O atendimento começa na rua, mas o cuidado pode continuar em outros pontos da rede, de acordo com a necessidade de cada pessoa”, explicou.
Além dos procedimentos realizados durante as abordagens, os profissionais desenvolvem ações de prevenção, orientação em saúde e acompanhamento de doenças. Conforme a necessidade identificada, os usuários podem ser direcionados para unidades básicas de saúde, serviços especializados e outros equipamentos da rede municipal.
O atendimento também conta com a articulação entre Saúde e Assistência Social, permitindo que as equipes atuem conjuntamente diante das diferentes demandas encontradas entre as pessoas atendidas pelo programa.
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