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Flamengo e Fluminense contestam fim das bets e apontam impactos no futebol

Nesta sexta-feira (25), Flamengo e Fluminense reagiram à decisão do governo federal de proibir a operação das plataformas de apostas esportivas e jogos online no Brasil. Os dois clubes divulgaram manifestações no mesmo dia em que o presidente Lula assinou a medida provisória que determina o encerramento das atividades das bets.

O Flamengo questionou a mudança nas regras e destacou que empresas autorizadas pelo próprio governo realizaram investimentos e firmaram contratos enquanto o setor estava submetido à legislação vigente.

Na avaliação apresentada pelo clube, eventuais irregularidades e problemas relacionados às apostas deveriam ser combatidos com maior fiscalização e aperfeiçoamento da regulamentação, em vez de uma proibição. O rubro-negro também alertou que a medida pode provocar queda nas receitas do esporte e estimular o crescimento do mercado clandestino.

O Fluminense também criticou a alteração repentina das regras. O clube afirmou que já havia organizado seu planejamento financeiro levando em consideração os valores dos contratos de patrocínio e apontou consequências práticas da decisão.

Entre os exemplos citados está o estoque das lojas oficiais, que, segundo o clube, possui aproximadamente seis meses de camisas produzidas com a marca da patrocinadora. Diante disso, o tricolor defendeu pelo menos um período de transição para que empresas e instituições possam se adequar às novas regras.

A decisão está prevista na Medida Provisória nº 1.394, que proíbe a exploração e a publicidade das chamadas apostas de quota fixa, incluindo as modalidades esportivas. Com a publicação da medida, novos depósitos nas plataformas ficaram proibidos.

As empresas terão ainda prazos específicos para encerrar suas operações. Sites e aplicativos deverão deixar de oferecer apostas após dez dias, enquanto as autorizações concedidas às empresas serão extintas em até 30 dias.

O governo federal sustenta que a medida busca enfrentar os impactos das apostas sobre as famílias, principalmente o endividamento e a dependência do jogo.

Flamengo e Fluminense reconhecem a existência desses problemas, mas argumentam que uma proibição também poderá atingir contratos de patrocínio, empregos, categorias de base, futebol feminino e outras modalidades esportivas.

Paralelamente às manifestações públicas, articulações nos bastidores envolvendo setores políticos e esportivos passaram a discutir formas de pressionar o governo federal. Entre os pontos levantados está até a possibilidade de clubes adotarem medidas de oposição à campanha de reeleição de Lula.

Nas redes sociais, também há movimentação para ampliar a reação dos clubes contra a decisão do governo, em um momento de forte disputa política a pouco mais de uma semana do primeiro turno das eleições nacionais.

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