Nesta quinta-feira (1º), o presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) criticou decisões do STF e do TSE após o cancelamento do debate presidencial que seria realizado pela TV Globo. O candidato também atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) responsabilidade pelo impasse envolvendo as regras do encontro.
Caiado classificou a situação como um ataque ao processo eleitoral e afirmou que as decisões judiciais comprometeram a realização do debate.
“É um atentado à democracia brasileira. A palavra é essa. Ou seja, destruíram o processo eleitoral no país”, criticou Caiado.
O candidato também questionou a atuação dos tribunais superiores e afirmou que haveria uma tentativa de concentrar decisões sobre o processo eleitoral no Judiciário.
“Acredito que eles desejam chegar a um ponto que é da ditadura da toga, onde provavelmente eles querem reunir entre eles e decidir quem vai ser o presidente da República”, afirmou.
Na sequência, Caiado criticou os responsáveis pelos Poderes constituídos e disse que as decisões poderiam ampliar o desgaste das instituições perante a população.
“Os responsáveis pelos poderes constituídos estão destruindo, levando esses poderes à ruína, ao descrédito perante a sociedade brasileira. Isso é muito grave. Pode provocar consequências seríssimas junto à população”, prosseguiu.
Ao comentar diretamente o episódio envolvendo Lula e Flávio Bolsonaro (PL), Caiado responsabilizou o presidente pelo desdobramento da crise.
“Lula provocou tudo isso. Foi o fator determinante de tudo isso. Foi provocado pelo Flávio que disse ‘vá lá que vou lhe enfrentar’, e a partir daí bateu em retirada. E ao mesmo tempo, foi buscar esses artifícios e decisões”, acusou.
A ministra Estela Aranha, do TSE, havia determinado que os candidatos não fizessem perguntas direcionadas a um púlpito vazio reservado a Lula, que havia decidido não participar do debate. A medida também impediu a exibição do espaço vazio com a imagem do presidente durante o programa.
Outro fator que alterou a organização do encontro foi a situação de Renan Santos (Missão). O candidato não estava entre os participantes inicialmente previstos e recorreu à Justiça para tentar garantir sua presença.
Os pedidos apresentados por Renan no TSE e no STF foram inicialmente negados. Horas depois da segunda negativa e pouco antes do horário previsto para o debate, porém, o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou que a TV Globo incluísse Renan Santos entre os participantes.
Diante das decisões judiciais que modificaram as regras do programa e da desistência de Flávio Bolsonaro, a Globo cancelou o debate. A emissora informou ter recebido duas notificações judiciais e citou insegurança jurídica para justificar a decisão.
Vídeo no Instagram:
Compartilhe!



Publicar comentário