Nesta terça-feira (6), a Polícia Militar iniciou a Operação Liberdade de Expressão no bairro Pedregal, em Cuiabá, após denúncias apresentadas pelo prefeito Abilio Brunini (PL) sobre uma possível tentativa de coação eleitoral contra moradores. A mobilização tem como objetivo reforçar a segurança na região e garantir que os eleitores possam exercer o voto sem ameaças ou intimidações.
Segundo a Polícia Militar, a operação foi desencadeada depois do recebimento de relatos sobre a possível presença de pessoas supostamente ligadas a facções criminosas que estariam pressionando moradores a escolher determinado candidato. A corporação também citou acontecimentos recentes registrados no bairro, mas não apresentou detalhes sobre os episódios.
A ação é coordenada pelo 3º Batalhão da PM e teve início previsto para as 19h30. Participam do policiamento equipes da Força Tática, Raio, Rotam e BPMTUR, que vão ampliar o patrulhamento ostensivo e preventivo na região.
O trabalho das forças de segurança está direcionado à prevenção e repressão de possíveis ameaças, intimidações e atos de violência relacionados ao período eleitoral.
A nota divulgada pela Polícia Militar não informa qual candidato seria beneficiado pela suposta pressão sobre os eleitores. Antes do início da operação, porém, Abilio publicou um vídeo em que afirmou que uma liderança supostamente ligada a uma facção estaria ameaçando moradores do Pedregal que declarassem voto em Flávio Bolsonaro (PL).
De acordo com o prefeito, as supostas ameaças teriam sido divulgadas por meio das redes sociais. Ao abordar o caso, Abilio também cobrou atuação das forças de segurança e afirmou que o período de atuação do suposto responsável pelas intimidações estaria chegando ao fim.
O prefeito ainda orientou os moradores a não se exporem caso estejam com receio de sofrer algum tipo de represália, lembrando que o voto é secreto.
“O voto é secreto. Se você está com medo, não precisa se manifestar. Não precisa discutir nada”, declarou Abilio.
A Polícia Militar informou que a operação busca preservar a liberdade de escolha do eleitor e a segurança dos moradores, com reforço do policiamento no bairro durante o período de mobilização.
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